Marqueteiro abandona Lula há dois meses do primeiro turno

José Raimundo
3 Min Leitura

*Por Túlio Ribeiro

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Enfim, diante do desgaste e falta de resultados, o presidente Lula da Silva decidiu afastar o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, do núcleo responsável pelo dia a dia de sua campanha à reeleição.

O crescimento de Flávio Bolsonaro e estagnação de Lula com resiliente rejeição ao seu governo atesta a incapacidade de Sidônio alimentar fatos positivos ao presidente.

O escândalo de Lulinha, o depósito na conta do ex-chefe de gabinete do presidente por sua nora e lobista, e avanço do caso Master ligando Jaques Wagner, Guido Mantega e Lewandowski mostraram a inércia de resultados das ideias do baiano. A definição ocorre após meses de desgastes entre os dois, embora aliados tentem amenizar e afirmem que o ministro continuará sendo consultado, poderá opinar sobre as estratégias eleitorais. A informação é do jornal O Globo.

Sidônio que comprou o Centro de Convenções da Bahia , comandou a comunicação da campanha que reelegeu Lula em 2022, chegou a manifestar interesse em deixar o governo para assumir a comunicação da candidatura a partir de agosto. Lula, porém, preferiu mantê-lo no Planalto.

Nos últimos meses, o ministro também se envolveu em divergências com integrantes da equipe presidencial, incluindo o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e profissionais responsáveis pelas redes sociais do presidente.

Diante da falta de um substituto com menos de dois meses para primeiro turno ,o marketing da campanha ficará sob o comando de Raul Rabelo, sócio de Sidônio, com a participação de outros profissionais ligados à comunicação de Lula. O presidente teria determinado que não haverá um duplo comando e que cada integrante terá funções definidas. Mas o clima é de decepção e falta de horizonte, principalmente pela queda de 10 pontos no nordeste , de 62% para 52 % , segundo Nexus.

Agora  só resta a  estratégia do “nós contra eles “, e deverá priorizar a comparação entre os governos Lula e Jair Bolsonaro, o contraste entre Lula e Flávio Bolsonaro e a defesa da soberania nacional diante das ações dos Estados Unidos. Argumentos desgastados ,já que o ex- presidente está preso, e a soberania que preocupa é de libertação da população das facções que controlam territórios e economia.

FOTO: TÚLIO RIBEIRO

Colunista da Gazeta Hoje
Economista
Pós-graduação em História Contemporânea
Mestre em História Social
Doutor em Política para Desenvolvimento Estratégico (Geopolítica)

Auto do livro, O Caso Venezuelano(2016), e co-autor outros dois livros: A Integração da América Latina (Voume 1 e 2 – 2013-2014)

Graduação Economia UFBA
Pós graduação em contemporânea IUPERJ
Mestre em história PUC
Doutorado em geopolítica ( UBV Caracas)

 

 

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