Texto: Diário 360
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Presidente saiu em defesa do ex-chefe de gabinete durante encontro com dirigentes do PSOL e da Rede e afirmou que é preciso aguardar o resultado das investigações.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu em defesa de seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido politicamente como Marcola, durante uma reunião com dirigentes do PSOL e da Rede Sustentabilidade realizada nesta quarta-feira (5), no Palácio da Alvorada.
Segundo relatos de participantes do encontro, Lula questionou os presentes com a frase: “Quem aqui nunca pediu empréstimo para um amigo?”, em referência às investigações envolvendo Marcola e aos pagamentos recebidos da empresária Roberta Luchsinger.
Na reunião, o presidente argumentou que acusações de corrupção têm sido historicamente utilizadas para desgastar governos de esquerda e afirmou que é preciso aguardar o avanço das investigações antes de qualquer julgamento definitivo.
Ao mesmo tempo, Lula ressaltou que a Polícia Federal atua com autonomia em seu governo e afirmou que, caso sejam comprovadas irregularidades, os responsáveis deverão responder por seus atos na forma da lei.

Marcola passou a ser alvo de questionamentos após a Polícia Federal identificar transferências bancárias que, segundo as investigações, totalizam R$ 249 mil. Os registros foram encontrados durante a análise do celular da empresária Roberta Luchsinger.
Roberta Luchsinger é investigada na Operação Sem Desconto, que apura um esquema bilionário de fraudes contra aposentados do INSS. As investigações apontam sua atuação como suposta lobista ligada ao operador Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Em sua defesa, Marcola reconheceu o recebimento dos valores, mas afirmou que o dinheiro correspondeu exclusivamente a um empréstimo de natureza pessoal, já integralmente quitado, negando qualquer relação com atividades ilícitas.
Em meio à repercussão do caso e ao desgaste político provocado pelas investigações, Marcola decidiu deixar a coordenação da campanha de reeleição de Lula. Antes disso, ele já havia deixado o cargo de chefe de gabinete da Presidência da República.
Nos bastidores do Palácio do Planalto, a avaliação é de que o afastamento busca reduzir os impactos políticos do episódio durante o período eleitoral, enquanto as investigações seguem em andamento.
A declaração de Lula em defesa de Marcola tornou-se um dos principais temas do debate político desta quarta-feira, reacendendo discussões sobre a condução das investigações, a responsabilidade de auxiliares do governo e os reflexos do caso na campanha presidencial de 2026.