Investigação de corrupção se aproxima do em torno de Lula

José Raimundo
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Texto : Diário 360
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Ex-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência deixou a equipe da campanha após repercussão de investigação da Polícia Federal; defesa afirma que valores recebidos de empresária investigada correspondiam a um empréstimo pessoal já quitado.
O ex-chefe de gabinete da Presidência da República, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, pediu para deixar a equipe da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em meio ao avanço das investigações da Polícia Federal. A decisão foi comunicada ao presidente Lula e à direção nacional do PT.
O afastamento ocorre após a divulgação de informações da investigação que apontam pagamentos de contas pessoais de Marcola pela empresária Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal. O caso aumentou a pressão política sobre um dos auxiliares mais próximos do presidente.
Segundo a apuração, os pagamentos atribuídos à empresária somam cerca de R$ 249 mil. A defesa de Marcola afirma que os valores correspondem a um empréstimo de natureza exclusivamente pessoal, já totalmente quitado, e nega qualquer irregularidade.

Roberta Luchsinger é apontada nas investigações como lobista e mantém relação de amizade com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente, que também é alvo de apurações da Polícia Federal relacionadas a um suposto esquema de tráfico de influência.
Marcola ocupou a chefia do gabinete pessoal de Lula durante grande parte do atual mandato e deixou oficialmente o cargo no Palácio do Planalto em julho para assumir a coordenação da agenda da campanha presidencial do PT.
Nos bastidores, aliados afirmam que o afastamento foi uma decisão política para evitar que as investigações contaminassem a campanha de reeleição do presidente e ampliassem o espaço para críticas da oposição durante o período eleitoral.
De acordo com relatos publicados pela imprensa, dirigentes do PT tentaram convencer Marcola a permanecer na equipe, mas ele manteve a decisão de deixar a campanha, alegando que sua saída contribuiria para reduzir o desgaste político.
O episódio aumentou a repercussão das investigações envolvendo pessoas próximas ao presidente Lula e trouxe novos questionamentos sobre a relação entre integrantes do governo e pessoas citadas nas apurações conduzidas pela Polícia Federal.
Enquanto isso, a defesa de Marcola sustenta que não houve qualquer favorecimento ou prática ilícita e afirma que todos os esclarecimentos serão prestados às autoridades competentes durante o andamento da investigação.
Com a saída de Marcola da campanha, a coordenação eleitoral do presidente Lula deverá ser reorganizada, enquanto as investigações da Polícia Federal continuam para esclarecer a origem dos pagamentos, a natureza das relações entre os envolvidos e a eventual existência de irregularidades.

 

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