Erika Kirk pareceu emocionada quando disse que perdoa o homem que supostamente atirou e matou seu marido, recebendo uma ovação de pé da multidão. “Eu o perdoo”, disse ela, no que foi o momento mais poderoso do culto no funeral do marido.
Kirk citou Jesus na cruz, dizendo: “Pai, perdoa-lhes, porque eles não sabem o que fazem”. Foi uma declaração que ressoou por todo o estádio e fez dezenas de milhares de pessoas se levantarem. “Eu o perdoo porque foi isso que Cristo fez”, disse ela, sem revelar o nome do suspeito, Tyler Robinson. “A resposta para o ódio não é ódio.”
Ela disse que a missão do marido era salvar os jovens de vidas insatisfatórias “consumidas pelo ressentimento, pela raiva e pelo ódio”.“Eu queria salvar jovens, assim como aquele que tirou a própria vida”, disse ela, com a voz embargada.
Já o presidente Trump discordou de Charlie Kirk em um ponto durante seu discurso, dizendo que achava difícil ter empatia por seus rivais.“Ele era um missionário com um espírito nobre e um grande propósito. Ele não odiava seus oponentes. Ele queria o melhor para eles”, disse Trump, antes de se desviar do roteiro.
“Foi aí que discordei do Charlie. Odeio meu oponente”, disse ele. “E não quero o melhor para ele.”Trump deu de ombros e pediu desculpas a Erika Kirk, mas disse que isso não estava em seu DNA.“Erika, você pode falar comigo e com todo o grupo, mas talvez você possa me convencer de que isso não está certo, mas eu não suporto meu oponente”, disse ele.
O presidente Donald Trump é um dos únicos oradores a fazer referência direta ao suposto assassino de Charlie Kirk, chamando-o de “monstro radicalizado e de sangue frio” nos momentos iniciais de seu discurso. Ele falou alguns minutos depois de Erika Kirk declarar do pódio que perdoava o suposto assassino. Trump disse que Kirk foi morto “por falar a verdade que estava em seu coração”. “Ele foi assassinado violentamente porque falou em defesa da liberdade e da justiça, de Deus, do país, da razão e do bom senso”, disse Trump.
Por Tulio Ribeiro