*Por Túlio Ribeiro
A embaixada dos Estados Unidos em Caracas descreveu na quarta-feira o acordo alcançado entre a petrolífera americana Hunt Oil Company e a Petróleos de Venezuela (PDVSA) como um passo importante para a recuperação econômica da Venezuela.
A missão diplomática destacou que o acordo inclui investimentos destinados a aumentar a produção de hidrocarbonetos , bem como programas de treinamento para trabalhadores venezuelanos e benefícios para as comunidades nas áreas onde as operações serão realizadas.
“Um passo concreto rumo à recuperação econômica da Venezuela”, disse a embaixada dos EUA em uma publicação compartilhada por meio de sua conta no LinkedIn.

A Hunt Oil Company, sediada nos EUA, e a PDVSA assinaram um contrato que impulsionará a produção de petróleo e gás da Venezuela. A empresa investirá em talentos venezuelanos, treinando trabalhadores locais e gerando benefícios duradouros para as comunidades onde opera. pic.twitter.com/hzdOED9Z4z
— Embaixada dos EUA em Caracas (@usembassyve) 19 de agosto de 2026
Washington vinculou o acordo ao plano de três fases promovido pelo presidente Donald Trump e pelo secretário de Estado Marco Rubio como parte da estratégia dos EUA para impulsionar a recuperação do setor energético da Venezuela.
A Hunt Oil e a PDVSA concordam em reativar campos de petróleo na Venezuela.
O acordo foi anunciado após a assinatura de um contrato de participação na produção entre a Hunt Oil e a PDVSA para trabalhar na recuperação e desenvolvimento dos campos de Caro e Carisito, no leste da Venezuela.
A ministra dos Hidrocarbonetos, Paula Henao, indicou que o acordo visa “alavancar a produção nessas áreas e contribuir para sua recuperação”.
A entrada da Hunt Oil no setor ocorre em meio a uma série de acordos que a Venezuela firmou com empresas internacionais para revitalizar seu setor petrolífero em dificuldades. Os acordos, assinados em Houston, abrangem áreas relacionadas à exploração, produção e recuperação de hidrocarbonetos.
No mesmo dia, também foi anunciado um acordo com a SLB, anteriormente conhecida como Schlumberger, para desenvolver um estudo integrado de depósitos em território venezuelano.
Os novos contratos ampliam a participação de empresas estadunidenses no setor energético venezuelano e ocorrem em um contexto de maior abertura ao investimento privado e estrangeiro em um setor considerado estratégico para a recuperação econômica do país.

FOTO: TÚLIO RIBEIRO
Colunista da Gazeta Hoje
Economista
Pós-graduação em História Contemporânea
Mestre em História Social
Doutor em Política para Desenvolvimento Estratégico (Geopolítica)
Auto do livro, O Caso Venezuelano(2016), e co-autor outros dois livros: A Integração da América Latina (Voume 1 e 2 – 2013-2014)
Graduação Economia UFBA
Pós graduação em contemporânea IUPERJ
Mestre em história PUC
Doutorado em geopolítica ( UBV Caracas)