Trump não nega guerra com Maduro : “Ele sabe exatamente o que eu quero”

José Raimundo
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O presidente dos EUA, Donald Trump, deixou em aberto a possibilidade de um conflito armado com a Venezuela, afirmando que não descarta essa opção em meio à crescente pressão contra o regime de Nicolás Maduro. Em entrevista por telefone à NBC News, o presidente declarou: “Não descarto, não”, ao ser questionado sobre uma possível guerra, após inicialmente se recusar a responder. Ele também indicou que seu governo continuará apreendendo petroleiros ligados ao país sul-americano.

Sobre a derrubada de Maduro, o republicano simplesmente respondeu: ” Ele sabe exatamente o que eu quero . Ele sabe melhor do que ninguém.” Essas palavras de Trump vêm após novas medidas de seu governo, incluindo o endurecimento das ações contra petroleiros ligados à Venezuela, uma estratégia que aumentou as tensões regionais e gerou questionamentos dentro e fora do Congresso americano sobre suas consequências humanas e políticas.

Durante a ligação, o presidente Donald Trump confirmou que seu governo continuará apreendendo petroleiros sancionados que operam nas proximidades da Venezuela. Sobre um possível cronograma, ele indicou que dependerá do comportamento das embarcações. “Se forem tolos o suficiente para continuar navegando, serão trazidos de volta a um de nossos portos”, afirmou na ligação com a NBC News.

A admissão de Trump de que não descarta uma guerra com a Venezuela é significativa, visto que, durante anos, ele buscou se distanciar da ala mais beligerante do Partido Republicano. Durante a campanha presidencial de 2024, ele afirmou que sua liderança manteria os Estados Unidos fora de conflitos estrangeiros e, após vencer a eleição, reafirmou essa posição, declarando: “Não vou começar uma guerra; vou impedir guerras”

Apesar dessa retórica, o governo dos EUA afirma que as operações visavam embarcações supostamente ligadas ao narcotráfico e acusa o regime de Nicolás Maduro de usar receitas do petróleo para financiar o que Washington chama de “narcoterrorismo”. Segundo dados citados pela própria Casa Branca, a campanha já resultou em 28 confrontos com embarcações, deixando mais de 100 mortos.

Entre os incidentes, está um “ataque duplo” que está atualmente sob análise do Congresso, intensificando o debate interno sobre a legalidade e a proporcionalidade dessas ações. No entanto, Washington não divulgou informações detalhadas sobre a identidade das vítimas nem apresentou provas públicas para sustentar formalmente as alegações de tráfico de drogas.

Por Túlio Ribeiro

 

 

 

 

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