*Por Túlio Ribeiro
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O presidente colombiano, Gustavo Petro, chegou à Venezuela na sexta-feira(24) para uma reunião com a presidente interina Delcy Rodríguez, focada na segurança da fronteira entre os dois países. Esta foi a primeira visita de um chefe de governo a Caracas desde o ataque militar dos EUA em 3 de janeiro, que culminou na captura de Nicolás Maduro.
O avião do presidente colombiano pousou no Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, que serve Caracas, onde ele foi recebido pelo ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil , segundo imagens transmitidas pelo canal estatal Venezolana de Televisión (VTV). De lá, Petro seguiria para o Palácio Presidencial de Miraflores, sede do Executivo venezuelano.O governo colombiano anunciou nesta sexta-feira que o encontro entre representantes de Petro e Rodríguez ocorrerá “no âmbito da Cúpula Presidencial Colômbia-Venezuela, com o objetivo de promover a segurança na fronteira”. “.
“Durante o dia, ambos os líderes abordarão os principais desafios na fronteira comum, com base em trabalhos técnicos anteriores e mecanismos binacionais”, detalhou a Casa de Nariño, sede do governo colombiano.
Petro declarou na terça-feira que visitaria a Venezuela acompanhado por uma delegação “composta principalmente por militares e policiais”.Um dos pontos críticos na fronteira compartilhada é a região da selva de Catatumbo, lar da segunda maior área de cultivo de coca na Colômbia e um dos maiores focos de violência no conflito armado do país.
A Colômbia e a Venezuela compartilham uma fronteira de 2.219 quilômetros, que se estende do Mar do Caribe até a Amazônia, onde proliferam grupos armados como a guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN), gangues de narcotraficantes e contrabandistas.Rodríguez não declarou seus objetivos e principais questões de interesse para a Venezuela em relação a esta visita.
O encontro entre os dois líderes ocorre após o cancelamento de última hora, no início de março, de uma reunião que estava planejada na ponte Atanasio Girardot, também conhecida como Tienditas, na fronteira comum.
