O grupo de mulheres familiares de presos políticos detidos na sede da Polícia Nacional Bolivariana (PNB) em Boleíta, conhecida como Zona 7, ultrapassou 120 horas em greve de fome nesta quinta-feira para exigir a libertação imediata e total dos detidos.
A ONG Comitê para a Liberdade dos Prisioneiros Políticos (Clipp) informou no X que, até o momento, o grupo não recebeu respostas oficiais à sua reivindicação.
“Apesar da visita de um funcionário do Ministério Público nesta quarta-feira, ele afirmou não ter informações sobre as libertações e não discutiu o assunto nem verificou a situação dos presos políticos detidos no local”, acrescentou a organização.
Ele afirmou que a falta de respostas institucionais continua a colocar em risco a saúde e a segurança das famílias e dos detidos, após mais de cinco dias de jejum e semanas de protestos pacíficos.
CINCO DIAS EM GREVE DE FOME | Famílias chegam a 120 horas sem comer na Zona 7.
Nesta quinta-feira, 19 de fevereiro , as famílias continuam sua greve de fome para exigir a libertação de seus entes queridos detidos nesta delegacia.
Até o momento, não obtiveram sucesso… pic.twitter.com/oIlrV4F9vz

— Comitê para a Liberdade dos Prisioneiros Políticos. (@clippve) 19 de fevereiro de 2026
O grupo de mulheres iniciou a greve às 6h da manhã de sábado e permanece acampado em colchões nas proximidades do comando da Polícia Nacional Bolivariana (PNB), onde enfermeiros e médicos estão presentes.
As famílias exigem que o Estado atenda imediatamente às suas reivindicações e liberte todos os presos políticos, conforme prometido pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, em 8 de janeiro.
Os presos políticos também estão em greve de fome nas masmorras desde sexta-feira, 13 de fevereiro.
Por Túlio Ribeiro