*Por Túlio Ribeiro
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O presidente argentino, Javier Milei, assinou um decreto para deportar e proibir a entrada de qualquer estrangeiro que insulte o país, seus cidadãos ou seus símbolos nacionais.
A medida surge em meio a acusações do próprio governo sobre uma suposta campanha “anti-Argentina” após a Copa do Mundo de 2026, na qual a seleção perdeu a final por 1 a 0 para a Espanha.
O documento, publicado nesta quinta-feira no Diário Oficial , incorpora como motivos para proibição de entrada e expulsão do território nacional “qualquer estrangeiro que dirija ou incite mensagens de linchamento, discriminação e/ou violência contra o povo argentino ou seus cidadãos em razão de sua nacionalidade, bem como o insulto aos símbolos nacionais”.
“Diante das recentes demonstrações de hostilidade contra a República Argentina e os argentinos, o Governo Nacional reafirma que a defesa da Nação, de seus cidadãos e de seus símbolos é inegociável ”, acrescenta.

O texto afirma que “mensagens de ódio e atos de hostilidade e desprezo dirigidos especificamente contra o povo argentino, sua cultura e sua identidade nacional aumentaram consideravelmente”.
O Executivo esclarece que “em nenhuma circunstância essas disposições podem incluir “expressões de dissidência ideológica ou críticas políticas, acadêmicas ou cívicas que constituam um exercício legítimo de direitos constitucionalmente consagrados”.
“Quem ataca a República Argentina não é bem-vindo em nosso país ”, enfatiza o governo Milei.
Recentemente, em entrevista à Rádio Mitre , o presidente argentino acusou o presidente brasileiro Lula da Silva de ter financiado a suposta campanha contra a Argentina com o apoio do México e do Partido Democrata dos Estados Unidos.O Brasil liberou poucas semanas das eleições um empréstimo ponte que não estava programado, beneficiando o caixa financeiro do governo Alberto Fernandez e adversário político de Milei. Atualmente Fernandez sofre um processo por ter espancado sua ex-esposa.
“Sabe quem investiu mais dinheiro nessa campanha anti-Argentina? O governo brasileiro. 25% dos recursos vieram de lá… e depois vêm falar em interferência”, disse ele.

FOTO: TÚLIO RIBEIRO
Colunista da Gazeta Hoje
Economista
Pós-graduação em História Contemporânea
Mestre em História Social
Doutor em Política para Desenvolvimento Estratégico (Geopolítica)
Auto do livro, O Caso Venezuelano(2016), e co-autor outros dois livros: A Integração da América Latina (Voume 1 e 2 – 2013-2014)
Graduado em economia ( UFBA), pós graduação em história contemporânea ( IUPERJ),mestre em história social (PUC), doutorado em política estratégia ( geopolítica – UBV de Caracas)
Autor de três livros, a ‘Política de Estado, o caso venezuelano ( 2016), co-autor de integração da América latina, economia,direito, história ( 2013 e 2014)