*Por Túlio Ribeiro
Mais de 10.000 veículos foram danificados na Bolívia devido ao uso de gasolina de má qualidade, o que gerou uma onda de reclamações contra o governo do presidente Rodrigo Paz . Os afetados exigem indenização do Estado, responsável pela importação e distribuição do combustível por meio da empresa petrolífera estatal YPFB.
A crise surge num momento delicado para a atual administração, que assumiu o poder em novembro prometendo resolver a escassez de combustível. Embora as longas filas nos postos de gasolina tenham diminuído, crescem agora as preocupações com a qualidade do combustível e seus efeitos nos motores.
O Ministério de Energia e Hidrocarbonetos reconheceu que o problema teve origem nos tanques de armazenamento, onde se acumularam resíduos de oxidação devido à falta de uso. Quando os tanques foram reativados, esses resíduos se misturaram à gasolina.
Segundo a YPFB, pelo menos 10.874 pessoas apresentaram queixas formais relativas a motores danificados. No entanto, a empresa afirmou que o problema foi isolado e limitado a determinados lotes de combustível, descartando um impacto generalizado em toda a frota de veículos.
O governo de Rodrigo Paz classificou o incidente como um possível ato de sabotagem por parte de funcionários de administrações anteriores, argumentando que as falhas não foram identificadas a tempo. Em resposta, foi ordenada a militarização de 16 depósitos para reforçar os controles internos.

As autoridades confirmaram que indivíduos estão sendo investigados para apurar responsabilidades, embora nenhum detalhe tenha sido divulgado. Uma linha telefônica de atendimento também foi criada para receber reclamações de usuários, e foi anunciado que o processo de indenização terá início nos próximos dias, em um esforço para mitigar o impacto político e social da crise.
