Família com expectativa de regime domiciliar observa Moraes pedir informações sobre saúde de Bolsonaro

José Raimundo
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*Por Túlio Ribeiro

Numa dicotomia entre salvar a vida de um ex-presidente e colocar seu pragmatismo  de condenação, Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, encaminhou  à equipe do Hospital DF Star o prontuário médico atualizado do ex-presidente Jair Bolsonaro, internado desde 13 de março com broncopneumonia bilateral.

Em abordagem da coluna da jornalista Malu Gaspar, em O Globo, o despacho, de caráter sigiloso, já foi respondido pelos médicos, que descreveram o estado do ex-presidente como grave e confirmaram o conteúdo dos boletins divulgados à imprensa.

O relatório com dados expedido pelo médico encaminhado ao STF atesta que Bolsonaro “segue em tratamento com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora”. Não há previsão de alta.

Bolsonaro se mantém em alta intermediária da Unidade de Terapia Intensiva do hospital, sem data definida para retornar ao 19º Batalhão da Polícia Militar, a chamada Papudinha, no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília.

O advogado de Bolsonaro protocolou novo requerimento no STF pedindo a transferência para o regime domiciliar.No entorno do ex-presidente, a avaliação é de que Moraes deve decidir pela transferência para o domiciliar nos próximos dias.

A articulação envolve a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o senador Flávio Bolsonaro (PL), e tem o apoio nos bastidores de integrantes do próprio STF — entre eles o ministro Gilmar Mendes, que teria manifestado posição favorável à transferência.

No último dia 18,  a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro cogitava solicitar uma nova audiência com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para pedir a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para o regime de prisão domiciliar.

Até o filho do ex-presidente, no dia 17, o senador Flávio Bolsonaro (PL), solicitou audiência com o ministro Alexandre de Moraes: “Foi uma conversa objetiva, como advogados, e ele ficou de avaliar”, disse Flávio ao sair do encontro. A expectativa é que mesmo com a rivalidade do juiz com ex-presidente, por questão de responsabilidade pela vida, se conceda a domiciliar, mas em tempos contraditórios no Brasil, tudo pode mudar.

 

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