Flávio encosta em Lula que grita: “surra na direita”

José Raimundo
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Embora toda habilidade política de Lula da Silva, o seu grande problema continua sendo seu teto que é baixo e uma resiliente reprovação. Lula estava querendo faturar ainda em 2025 o acordo com UE, mas depois de vinte oito anos de espera, os europeus travaram de novo pela questão agrícola. Adiamento do acordo União Europeia–Mercosul aponta novo fracasso da diplomacia de Lula. Ainda tem a “mesada do Lulinha” que o partido ‘Novo’ requereu sua presença de novo na CPI. Empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, pediu ao lobista Careca do INSS para negar informações reveladas pelo portal ‘Metrópoles’. Mas houve também operação da PF contra os deputados do PL. Sóstenes justificou o dinheiro pela venda de uma casa e Jordy, citando legalidade da locação de veículos, cabe averiguar. Investigação da Polícia Federal sobre o roubo de bilhões de reais no INSS aponta para a suspeita de que o senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo Lula no Senado, seja sócio oculto de Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca, tido como principal operador do esquema criminoso baseado em descontos indevidos nos contracheques de aposentados e pensionistas. Aliás onde está a ex-nora de Lula na fraude  de materiais escolares via Ministério da Educação?

Em vitória da oposição, para desespero do Lulinha, conseguiu-se obter o número mínimo de assinaturas para prorrogar os trabalhos da CPMI do INSS. Foram obtidas, até o momento, as assinaturas de 175 deputados e de 29 senadores. Segundo o deputado Marcel Van Hattem (Novo), não houve assinatura de petistas dessa vez. “Em menos de 24 horas conseguimos obter todas as assinaturas”, disse o parlamentar pelas redes sociais. “Protocolamos esse requerimento hoje (sexta-feira,19) para que nós possamos submeter à leitura do presidente do Congresso Nacional para que os trabalhos não parem”, declarou ele.

Mas a novidade mesmo é a pesquisa do ‘Instituto Opinião’ com Flávio no ‘retrovisor’ do Lula. A pesquisa eleitoral apresentada nesta sexta-feira (19/12) feita em todo o país pelo Instituto Opinião, de Curitiba (PR), com 2.000 entrevistados, mostra que no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 o presidente Lula teria 42%, dos votos, contra 37,6% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), uma diferença de 4,4 pontos. A soma de indecisos e os que votam nulo e em branco supera 20% do eleitorado, feita entre os dias 15 e 17 de dezembro, a amostra possui margem de erro de 2,5 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. A versão moderada do Jair Bolsonaro tem ampliado apoios, já teve algumas reuniões como na casa do dono da Riachuelo e do Banco UBS, convencendo parte do empresariado. A imprensa tem aberto as portas, até o SBT, apelidada pelos bolsonaristas como ‘SPT’, levou o deputado Níkolas e o próprio Flávio. A pré-candidatura fez ele deixar de ser senador do Rio de Janeiro, para se transformar na única opção viável dos que não aguentariam mais quatro anos do populismo petista. Até o influenciador digital Pablo Marçal (PRTB) declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. “Vamos apoiar Flávio Bolsonaro para presidente do Brasil. Chega de PT, chega de Lula. Ele é o Bolsonaro que a gente sempre sonhou”, afirmou em evento com o senador.

No primeiro turno,em uma das possibilidades , Lula teria 40,3% dos votos, contra 20,4% de Flávio Bolsonaro, o governador do Paraná, Ratinho Júnior, teria 9,3%, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, 6,1%, e o governador de Minas Gerais , Zema 3,6%, em um cenário sem o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Similar ao efeito do direitista Kast eleito no Chile, onde esquerda levou primeiro turno e união da direita deu dez pontos de vantagem para extrema-direita  levar o governo chileno.

Numa questão decisiva que limita e preocupa Lula , a pesquisa mostra que 56,1% dos entrevistados desaprovam o governo Lula,  enquanto 41,8% aprovam. Mais de um terço dos entrevistados acham que Governo Federal, Senado e Câmara não colaboram com o avanço do Brasil. Uma análise que mostra executivo e  parlamento fracos, com indícios de renovação em 2026. Já sobre o assédio de Lula sobre senadores na eleição do novo membro para o STF, apresenta ainda que a indicação de Jorge Messias para o Supremo, 14% acham que Lula acertou, 30,8% acham que errou e 40,1% dizem que tanto faz. Os conjuntos de pesquisas mostram na maioria um Lula líder em muitas, mas desidratando sua liderança. Mas em novo  arroubo, nesta sexta no Anhembi, Lula prometeu “surra” em quem pensa que a direita volta nas eleições de 2026, é populismo desgastado do ‘ nós contra eles’ que o presidente não supera.

Por Túlio Ribeiro

 

 

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