EUA vão assumir a administração temporária da Venezuela

José Raimundo
3 Min Leitura

*Por Túlio Ribeiro
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O governo dos EUA analisa uma proposta para acelerar a transição política na Venezuela após os terremotos de 24 de junho; a medida incluiria uma administração extraordinária e temporária por parte do governo de Donald Trump para coordenar a reconstrução do país.
A informação foi publicada pelo jornal espanhol ABC, com base em fontes familiarizadas com as discussões em Washington, D.C. Buscava-se um caminho que permitisse evitar um vácuo institucional e preparar o terreno para possíveis eleições.
O projeto está em fase inicial e envolve o envio de cerca de 3.000 pessoas para a Venezuela, além de um investimento próximo a 3 bilhões de dólares (equivalente a 2,6 bilhões de euros).
No entanto, o plano ainda não foi aprovado nem anunciado pela Casa Branca. Também não foram definidos a base legal, quem lideraria a administração, a duração da medida ou quais poderes seriam mantidos pelas instituições venezuelanas.

A proposta em análise visa criar uma estrutura provisória capaz de responder à emergência, garantir serviços básicos e evitar que a reconstrução fique totalmente nas mãos de instituições herdadas do chavismo.
Segundo as fontes, não se trataria de uma força militar ou de um contingente de combate. Grande parte do pessoal pertenceria ao Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos.
A equipe também incluiria especialistas civis nas áreas de infraestrutura, planejamento urbano, logística, comunicações, energia e ordenamento territorial.
Entre suas funções estariam a recuperação de estradas, portos, aeroportos, redes elétricas, sistemas de abastecimento de água e edifícios públicos afetados pelos terremotos.
Além disso, eles participariam da coordenação da ajuda e da definição de prioridades para reconstruir as áreas mais atingidas pelos sismos.
Nas últimas semanas, a equipe de Donald Trump avaliou diferentes alternativas para aumentar seu controle sobre a transição venezuelana.
O presidente chegou a mencionar publicamente a possibilidade de transformar a Venezuela no 51º estado dos Estados Unidos. No entanto, essa hipótese não faz parte dos planos reais considerados por sua administração.

FOTO: TÚLIO RIBEIRO

Colunista da Gazeta Hoje
Economista
Pós-graduação em História Contemporânea
Mestre em História Social – Auto do livro, O Caso Venezuelano(2016), e co-autor outros dois livros: A Integração da América Latina (Voume 1 e 2 – 2013-2014)
Doutor em Política para Desenvolvimento Estratégico (Geopolítica)

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