O governo Trump está permitindo que a China compre petróleo venezuelano, mas não a preços “injustos e abaixo do valor de mercado” praticados por Caracas antes da deposição do presidente Nicolás Maduro pelos EUA, disse um funcionário americano na quinta-feira (22)
Embora o petróleo seja vendido no mercado global, o governo exigiu que a maior parte seja vendida aos Estados Unidos, disse o funcionário do governo sob condição de anonimato.
Os Estados Unidos afirmam que controlarão indefinidamente as vendas de petróleo da Venezuela após a prisão de Maduro em 3 de janeiro.
“Graças à operação decisiva e bem-sucedida do presidente [Donald] Trump, o povo da Venezuela receberá um preço justo pelo seu petróleo da China e de outras nações, em vez de um preço baixo e corrupto”, disse o funcionário.
A China tem sido a principal compradora de petróleo da Venezuela há anos, e as vendas ajudaram Caracas a pagar empréstimos vultosos a Pequim em acordos de troca de petróleo por dívida.
O governo está permitindo que a China compre o petróleo a “preços justos de mercado – não aos preços injustos e abaixo do valor de mercado” pelos quais Maduro vendeu petróleo à China para pagar dívidas, disse o funcionário.
O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, disse na semana passada que os EUA estavam recebendo cerca de US$ 45 por barril de petróleo venezuelano, em comparação com os aproximadamente US$ 31 que a Venezuela recebia antes da tomada do poder por Maduro.
As empresas de comercialização Trafigura e Vitol venderam cerca de 11 milhões de barris de petróleo em um acordo inicial de fornecimento entre a Venezuela e os EUA de petróleo bruto retido, representando cerca de um quarto do acordo de US$ 2 bilhões.
A Trafigura concluiu sua primeira venda de petróleo bruto para um cliente em um acordo com a empresa espanhola Repsol, enquanto a Vitol negociou carregamentos para refinarias americanas, incluindo Valero e Phillips 66, e para sua refinaria na Itália, disseram fontes.
As importações de petróleo da China provenientes da Venezuela devem cair drasticamente a partir de fevereiro, já que menos petroleiros conseguiram deixar o país depois que os EUA reivindicaram o controle das vendas do produtor da Opep, disseram operadores e analistas na semana passada. Os Estados Unidos assim efetivarão o controle indefinidamente as vendas de petróleo da nação latino-americana após a prisão de seu líder.
Por Túlio Ribeiro