EUA intercepta um terceiro petroleiro no Índico tentando violar o embargo de petróleo a Venezuela e Cuba

José Raimundo
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*Por Tulio Ribeiro

O Departamento de Defesa dos EUA anunciou nesta terça-feira (24/2) que interceptou um terceiro petroleiro no Oceano Índico que estava violando o embargo imposto às operações de petróleo bruto no Caribe relacionadas à Venezuela e a Cuba e tentava escapar do bloqueio dos EUA.

“Durante a noite, as forças estadunidenses realizaram uma inspeção de direito de visita, interdição marítima e abordagem do navio Bertha sem incidentes na área de responsabilidade do Indopacom (Comando Indo-Pacífico)”, disse o Pentágono em um comunicado acompanhado de um vídeo e fotos da operação.

“A embarcação estava operando em desafio à quarentena estabelecida pelo presidente Donald Trump para embarcações sancionadas no Caribe e tentou evadi-la”, segundo as Forças Armadas dos EUA.

“Três embarcações fugiram e agora as três foram capturadas”, insistiu o Departamento de Guerra, que já havia interceptado o Aquila II e o Veronica III no Oceano Índico, também acusados ​​por Washington de tentarem escapar após violarem o bloqueio de petróleo no Caribe.

Ele assumiu um pseudônimo e falsificou suas coordenadas.

O navio Bertha, identificado como de bandeira das Ilhas Cook pelo site de rastreamento Marine Traffic, é um dos cerca de 16 petroleiros sancionados que, segundo relatos, tentaram burlar o embargo dos EUA em águas caribenhas, de acordo com o The New York Times.

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— Departamento de Guerra 🇺🇸 (@DeptofWar) 24 de fevereiro de 2026

O navio teria assumido o pseudônimo Ekta e falsificado suas coordenadas para simular estar localizado na costa da Nigéria, seguindo o mesmo procedimento utilizado pelo Aquila II e pelo Veronica III na tentativa de enganar as forças americanas, informou o jornal nova-iorquino em janeiro.

Desde dezembro de 2025, os Estados Unidos impuseram uma quarentena marítima a petroleiros sancionados que entram ou saem da Venezuela, como parte da Operação Lança do Sul, que já resultou na abordagem ou apreensão de quase uma dúzia de embarcações. Essas restrições incluem carregamentos de petróleo bruto para Cuba.

“As águas internacionais não são refúgio para agentes sancionados. Por terra, ar ou mar, nossas forças os encontrarão e os levarão à justiça. O Departamento de Defesa negará a agentes ilícitos e seus representantes a liberdade de movimento no domínio marítimo”, reiterou o Pentágono.

 

 

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