Não demorou muito para mostrar que o chavismo tenta enganar Donal Trump, ganhando tempo. O senador republicano estadunidense Rick Scott enviou uma mensagem direta na segunda-feira à presidente interina Delcy Rodríguez e ao ministro do Interior Diosdado Cabello , após a nova prisão do líder da oposição Juan Pablo Guanipa, que ocorreu poucas horas depois de sua libertação da prisão.
Nesta escalada um vídeo publicado em suas redes sociais, o legislador estadual da Flórida lembrou que Washington e Caracas haviam concordado com a libertação de todos os presos políticos como parte de compromissos recentes entre os dois países.
“Eles o prenderam novamente. Esse não era o acordo. O acordo é que vocês libertem todos os presos políticos, cooperem com os Estados Unidos e parem com a repressão… Estamos de olho em vocês!”, declarou ele.
O senador ainda chama atenção pela ação prontamente executada pela ditadura venezuelana, com que Guanipa foi preso novamente após recuperar sua liberdade no domingo, em um contexto no qual o governo venezuelano libertou vários membros da oposição atendendo a exigências dos Estados Unidos

Neste contexto de quebra de acordo, Ramón Guanipa, filho mais velho do líder da oposição, agradeceu publicamente ao senador Scott pelo apoio e denunciou o fato de a família não ter recebido nenhuma informação sobre a saúde ou o paradeiro de seu pai. “Exigimos prova de vida e sua libertação imediata, assim como a de todos os presos políticos”, declarou
Numa postagem compartilhada na conta de X de Guanipa, foi relatado que mais de 12 horas haviam se passado desde o que descreveram como um “desaparecimento forçado “, reiterando a exigência de provas de vida.
Numa declaração apresentada depois da nova prisão, o Ministério Público da Venezuela informou ter solicitado à justiça a revogação da ordem de soltura de Juan Pablo Guanipa por suposta violação das condições impostas, sem especificar quais seriam essas condições.
Sobre esta seara, seu filho afirmou em uma coletiva de imprensa na segunda-feira: “Meu pai não cometeu nenhum crime nem violou as medidas cautelares. Tenho a ordem de soltura que afirma claramente que suas únicas condições eram comparecer perante o tribunal a cada 30 dias e a proibição de deixar o país.”
Por Túlio Ribeiro