Estrategicamente, ao golpear a ditadura venezuelana, Trump, atinge fortemente as de Cuba e Nicarágua. Mas não podemos esquecer a situação isolada de Gustavo Petro na Colômbia e o ex-presidente da moeda do Brics, Lula da Silva. As medida que o presidente Donald Trump tomou para capturar o ditador Nicolás Maduro desencadeou que políticos postassem nas redes sociais falando da ameaça que essa ação militar representa para outros países da região no futuro.
Neste contexto, Lula foi um deles, ao dizer que “atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo“.
Trump de fato ignorou o direito internacional ao desrespeitar a soberania venezuelana, mas, não existe qualquer risco de o governo Trump sair por aí capturando outros governantes da América Latina.
A ousada ação estadunidense de sábado, 3, pode, sim, ter um efeito dominó, mas não será em democracias da região, e sim na ditadura de Cuba. É por isso que o ditador Miguel Díaz-Canel foi um dos mais exaltados ao criticar a captura de Maduro.
“Abaixo o imperialismo genocida, imoral e fascista. Esse ato de imperialismo que ocorreu na Venezuela é um escandaloso ato de violação internacional. Essa agressão militar contra uma nação soberana, que não representa uma ameaça aos Estados Unidos e o sequestro do presidente legítimo [Nicolás Maduro], eleito soberanamente pela população, não pode haver silêncio sobre esse ato de terrorismo“, disso o ditador em um discurso em Havana. O pavor de Díaz-Canel é que Cuba fique sem os barris de petróleo da Venezuela.
Por Túlio Ribeiro