Corina confirma que será presidente da Venezuela “no momento certo” ao encontrar Trump

José Raimundo
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Os ventos se mostram mais favoráveis para uma Venezuela que alcance a democracia. María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, chegou à Casa Branca na quinta-feira para um encontro privado com o presidente dos EUA, Donald Trump. Conforme prometido após receber o Prêmio Nobel da Paz de 2025, ela o presenteou com uma medalha comemorativa em sinal de gratidão por seu papel na captura do ditador Nicolás Maduro. O Comitê Nobel esclareceu que, embora a medalha tenha sido transferida para outro laureado, o título permanece em nome de Machado.

Depois da reunião marcada, Machado declarou que, no futuro, será eleita presidente do país caribenho com o apoio do voto popular, com a certeza que mantém após o apoio que recebeu quando venceu as eleições primárias de 22 de outubro de 2023, obtendo 92,5% dos votos e se tornando a candidata presidencial da oposição venezuelana, que posteriormente foi desqualificada pela Controladoria Geral da Venezuela (CGR), cedendo seu lugar ao professor Edmundo González Urrutia.

Em sua verbalização, María Corina Machado revela que entregou sua medalha do Prêmio Nobel da Paz a Trump após se encontrar com ele. A ex-candidata à presidência afirmou que o país caribenho está prestes a passar por uma grande transformação e que, quando chegar a hora certa, ela será eleita presidente constitucional e futura residente do Palácio de Miraflores, instituição que foi sequestrada pelo chavismo por mais de duas décadas.

“Há uma missão, vamos transformar a Venezuela nessa terra de graça, e acredito que serei eleita presidente da Venezuela no momento certo, a primeira mulher presidente”, exclamou Machado em uma entrevista pré-gravada transmitida pela emissora estatal Fox News.

Entretanto, aguardando tempo certo, já que utiliza estrutura atual do governo chavista para liberar presos políticos e negociações benéficas a produção de petróleo via companhias estadunidenses, Donald Trump não declarou explicitamente que a mudança de regime seja sua prioridade, visto que, desde que Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina da Venezuela, as ameaças cessaram. Ele afirma que existe uma boa relação entre os líderes no que diz respeito à retomada da diplomacia, aos acordos comerciais e à disposição do movimento neo chavista em atender às suas demandas.

“Decidi entregar a medalha ao presidente em nome do povo da Venezuela e expliquei a ele onde encontrei a inspiração… Duzentos anos atrás, o General Lafayette presenteou Simón Bolívar, o Libertador dos Venezuelanos, com uma medalha com o rosto de George Washington”, explicou como justificativa para essa ação.

“Bolívar guardou essa medalha até o fim de seus dias. Então, duzentos anos depois, o povo de Bolívar está entregando uma medalha, neste caso o Prêmio Nobel, ao herdeiro de Washington — Trump”, acrescentou. Uma análise direta mostra que Trump quer operar de imediato na Venezuela e para isso usar a estrutura do Estado chavista é o degrau atual, para no futuro fazer a transição de governo, talvez numa nova eleição, desta vez democrática.

Por Túlio Ribeiro

 

 

 

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