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Contabilista participa do evento nesta quinta-feira, 22, em Aracaju, com palestra sobre os novos desafios tributários e estratégias para o setor de corretagem de seguros
O contabilista e tributarista Josevaldo Mota participou nesta quinta-feira, 22, do Potencialize-SE, evento voltado aos profissionais do mercado de seguros realizado no Porto Farol Eventos, em Aracaju. A programação reuniu conhecimento, networking e debates sobre os novos cenários e oportunidades do setor.
Josevaldo apresentou a palestra “Nova Tributação, Nova Estratégia: o corretor diante da Reforma Tributária no Brasil”, abordando as mudanças que já exigem atenção das corretoras diante da implantação do novo sistema tributário brasileiro.
Presidente da Sociedade Brasileira de Contabilidade (SBC) e CEO da J&A Assessoria Contábil, Josevaldo Mota é especialista em Gestão Fiscal e Planejamento Tributário e atua também como consultor empresarial, professor, instrutor e palestrante.
Durante a palestra, o contabilista mostrou como as mudanças tributárias alcançam diretamente a rotina dos corretores que trabalham não apenas com seguros, mas também com planos de saúde, consórcios e intermediação financeira. A diversificação das fontes de receita é um dos pontos de atenção, já que diferentes atividades podem receber tratamentos tributários distintos.
Segundo Josevaldo, compreender a Reforma Tributária deixou de ser uma discussão restrita aos profissionais da contabilidade. “O corretor de seguros também precisa entender como a tributação interfere no resultado do negócio. Não se trata apenas de saber quanto será pago de imposto, mas de avaliar contratos, estrutura empresarial, folha, margem e a própria formação do preço dos serviços”, destaca.
Um dos pontos da apresentação foi o período de transição para o novo modelo de tributação sobre o consumo. A palestra aborda a implantação do IVA Dual, formado pela CBS, de competência federal, e pelo IBS, de competência estadual e municipal, além das alterações previstas ao longo da transição tributária.
Josevaldo também apresentou simulações para demonstrar como diferentes regimes tributários podem impactar uma corretora. O material preparado para o Potencialize-SE comparou situações envolvendo Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real e discutiu como o planejamento deverá ganhar ainda mais importância com as novas regras.
“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura. A empresa não pode esperar a nova tributação chegar para depois descobrir qual será o impacto. 2026 precisa ser utilizado para estudar números, revisar procedimentos e preparar a operação para os próximos anos”, afirma.
Planejamento e conformidade
Outro eixo da palestra foi o planejamento tributário legítimo. Entre os pontos apresentados estão a análise do Fator R, a revisão do enquadramento das atividades, a comparação periódica entre regimes tributários, a adequação dos contratos e o acompanhamento especializado da contabilidade.
A apresentação também chamou atenção para práticas empresariais que podem ampliar os riscos de fiscalização, como a mistura entre as contas da pessoa física e da empresa, distribuição de lucros sem respaldo contábil adequado e estruturas empresariais sem efetiva substância econômica.
Para Josevaldo, o novo cenário reforça a necessidade de profissionalização da gestão. “Planejamento tributário não significa criar atalhos. Significa conhecer a legislação, organizar a empresa e tomar decisões dentro da legalidade. Quanto maior a capacidade de comprovar cada operação, menor é a exposição do empresário a riscos fiscais”, explica.
O contabilista defende ainda que balanço, Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), definição adequada de pró-labore, formalização da distribuição de lucros e separação entre as movimentações financeiras da pessoa física e da pessoa jurídica sejam incorporados à rotina das empresas.
“A Reforma Tributária parece distante quando discutimos apenas leis e alíquotas. Mas ela fica muito concreta quando mostramos quanto uma corretora paga hoje, quanto poderá pagar, quais decisões podem ser tomadas e como proteger a margem do negócio. É essa visão prática que queremos levar ao corretor”, concluiu.