Nesta segunda-feira (29) por meio de coletiva de imprensa, o presidente dos EUA, Donald Trump, abordou a situação na Venezuela, acompanhado pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Trump confirmou ter conversado recentemente com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, embora tenha observado que “pouco se ganhou com isso”.
Em sua explanação, o presidente dos EUA acusou o governo venezuelano de estar por trás de uma operação sistemática de desestabilização através do tráfico de drogas e da migração forçada de pessoas com antecedentes criminais ou problemas psiquiátricos.

Maduro e Trump, tete a tete
“Eles enviaram bilhões de dólares em drogas. Mas, talvez tão ruim quanto isso, enviaram centenas de milhares de pessoas de cadeias, prisões, instituições psiquiátricas e hospitais psiquiátricos. Chefões do tráfico, traficantes de drogas, todos foram enviados para o nosso país”, declarou Trump.
Trump em abordagem sobre Maduro: “Vocês precisam entender o que ele fez. Eles enviaram bilhões de dólares em drogas. Mas talvez tão ruim quanto isso, eles enviaram centenas de milhares de pessoas — de cadeias, de prisões… os chefões do narcotráfico, os traficantes.” pic.twitter.com/RtdNGncaKv
O presidente também se referiu a um caso no Colorado, que ele atribuiu à presença de gangues estrangeiras: “Trinidad e Tobago, provavelmente a pior gangue. Eles cortam os dedos das pessoas. Um homem ligou para reclamar deles. Eles cortaram a mão dele. Cortaram a mão dele. ‘Não ligue mais, vamos cortar sua mão. Depois vamos te matar’, disseram eles.”
Trump caracterizou como “terrível” a suposta estratégia de enviar “todos os bandidos” e “pessoas más” para solo americano. No entanto, ele destacou os esforços de seu governo para conter o tráfico de drogas por via marítima: “97% das drogas que chegam por mar foram interceptadas. Estamos tentando descobrir quem são os outros 3%. Eles têm dificuldade em encontrar pessoas para pilotar esses navios. Mas 97% das drogas que chegam por oceano, mar, água, desapareceram. A cada navio que removemos, salvamos 25.000 vidas americanas.”
Os discursos do presidente ocorrem em meio à escalada das tensões diplomáticas entre Washington e Caracas. Trump intensificou sua retórica contra o governo de Nicolás Maduro, a quem acusa de liderar uma rede de narcotráfico e de enviar criminosos para os Estados Unidos. Desde agosto, a Casa Branca mantém uma força naval e aérea em águas próximas à Venezuela, composta por sete navios de guerra, um submarino nuclear e mais de 4.000 militares, ostensivamente para combater o narcotráfico. Essa operação incluiu ataques a embarcações supostamente ligadas ao Tren de Aragua e ao Cartel dos Sóis, organizações que o governo dos EUA designou como grupos terroristas.
Por Túlio Ribeiro