Não são apenas barcos do narcotráfico ou voos de drones estadunidenses sobre as terras da Venezuela. Desta vez, um petroleiro foi apreendido pelos Estados Unidos na costa da Venezuela na quarta-feira(10/12) pode ter tentado ocultar sua localização transmitindo dados de localização falsificados, de acordo com uma análise de imagens de satélite feita pelo The New York Times .
Uma abordagem da mídia dos EUA, o navio parece ter afundado e estava sobrecarregado após transportar uma quantidade significativa de petróleo, cerca de 1,9 milhão de barris.
Analisando o relatório emitido pela TankerTrackers.com sugerem que o navio transportou petróleo frequentemente de países sancionados pelos Estados Unidos. Os dados de rastreamento do navio mostram múltiplas viagens ao Irã e à Venezuela nos últimos dois anos, de acordo com o NYT.
Filmagem e fotografias de satélite capturada em 18 de novembro mostra o petroleiro atracado no terminal petrolífero de Jose, no país, enquanto seu transponder indicava que ele estava em outro local.
O comunicado do presidente dos EUA foi de pronto, Donald Trump, disse: “Acabamos de apreender um petroleiro na costa da Venezuela, um petroleiro grande, muito grande, o maior já apreendido, na verdade”, declarou o presidente no início de uma mesa redonda com líderes empresariais na Casa Branca.
Em relato do The New York Times, o petroleiro, chamado Skipper e navegando sob bandeira falsa, foi apreendido por ordem de um juiz americano devido a seus vínculos anteriores com o contrabando de petróleo iraniano, sancionado por Washington, e não por qualquer relação com o governo de Nicolás Maduro, embora nesta ocasião estivesse transportando petróleo bruto venezuelano.
Esses eventos ocorreram no mesmo dia da cerimônia em Oslo para a entrega do Prêmio Nobel da Paz à líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, que não compareceu, embora tenha conseguido marcar presença na capital norueguesa.
O governo de Donald Trump aumentou a pressão sobre o governo de Nicolás Maduro, a quem acusa de liderar uma rede internacional de tráfico de drogas por meio do suposto grupo criminoso Cartel dos Sóis, algo que Caracas nega categoricamente.
Por Túlio Ribeiro