A líder da oposição venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, transformou o palanque de Oslo em uma plataforma em apoio à democracia no país. Nesta quinta-feira(11/12), Machado instou os países democráticos do mundo a coordenarem um esforço para bloquear a renda que, segundo ela, sustenta “a estrutura repressiva do regime” de Nicolás Maduro.
Numa coletiva de imprensa que refletiu no atraso na cerimônia de entrega do Prêmio Nobel, a ativista destacou a natureza do apoio do governo em Caracas. Ela afirmou que o regime se apoia em “sistemas criminosos” e no respaldo de “regimes totalitários” para perpetuar seus ataques contra os cidadãos venezuelanos.
A petição de Machado afirma que é necessário apoio coordenado das democracias para “bloquear a entrada de recursos que sustentam essa estrutura”.
Ainda mais contundente Machado, afirmou nesta quinta-feira, 11, em Oslo, capital da Noruega, que a Venezuela “já foi invadida” por agentes russos e iranianos, grupos terroristas e cartéis que operam em acordo com o regime de Nicolás Maduro.
Verbalizou também o ditador venezuelano transformou o país no “centro criminal das Américas”.
“Algumas pessoas falam sobre invasão na Venezuela, a ameaça de uma invasão na Venezuela. E eu respondi: a Venezuela já foi invadida. Temos os agentes russos. Temos os agentes iranianos. Temos grupos terroristas, como o Hezbollah, o Hamas, operando livremente em acordo com o regime. Temos a guerrilha colombiana, os cartéis de drogas que tomaram conta de 60% das nossas populações. E não apenas envolvidos no narcotráfico, mas no tráfico de pessoas, em redes de prostituição. Isso transformou a Venezuela no centro criminal das Américas, e o que sustenta o regime é um sistema de repressão muito poderoso e fortemente financiado. De onde vêm esses fundos?
Fazendo breve relato de premissas que precisam ser providenciadas, do narcotráfico, do mercado negro de petróleo, do tráfico de armas, do tráfico de pessoas. Precisamos cortar esses fluxos. E, uma vez que isso aconteça e a repressão seja enfraquecida, acabou, porque essa é a única coisa que resta ao regime: violência e terror. Então, pedimos à comunidade internacional que corte essas fontes, porque os outros regimes que apoiam Maduro e a estrutura criminosa estão muito ativos e transformaram a Venezuela no porto seguro para suas operações no resto da América Latina”, disse María Corina em entrevista coletiva.
Por Túlio Ribeiro