Maduro, aliado de Lula que queria ganhar o prêmio, chama a vencedora de: “Uma bruxa demoníaca”

José Raimundo
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Nicolás Maduro chamou a líder da oposição María Corina Machado de “bruxa demoníaca” neste domingo, dois dias depois de ela receber o Prêmio Nobel da Paz . A líder da oposição, acusada por Maduro de pedir uma invasão estrangeira quando a ditadura já massacrava estudantes trabalhadores e até sindicalistas, recebeu o anúncio do Prêmio Nobel “por sua luta incansável” pela democracia na Venezuela.
“Noventa por cento da população rejeita a bruxa demoníaca, La Sayona”, disse Maduro, sem mencioná-la diretamente ou comentar sobre o prêmio.
O chavismo frequentemente se refere a Machado como “la sayona”, uma referência a um espírito do folclore venezuelano que, assim como o líder, tem pele branca e cabelos pretos e lisos.”Queremos paz e teremos paz, mas paz com liberdade, com soberania”, disse ele em um evento que marcou o Dia da Resistência Indígena.
Na política, Corina tem lutado por eleições livres e um governo representativo, teve a candidatura para as eleições presidenciais de 2024 barrada pelo Supremo Tribunal local e não pôde concorrer. Em 2023, ela foi impedida de exercer cargos públicos na Venezuela por 15 anos por “erros e omissões em suas declarações juramentadas de bens”, segundo a Controladoria-Geral da República do país.Após ser barrada das eleições de 2024, ela transferiu o apoio para o partido de Edmundo González Urrutia, que ganhou as eleições.
Machado apoia as manobras militares dos EUA no Caribe e dedicou o Prêmio Nobel “ao povo sofredor da Venezuela “. Ele também o dedicou ao presidente dos EUA, Donald Trump, que também era candidato ao prêmio. Como ela disse à Fox News no sábado, Trump “merece” o prêmio, “porque não só esteve envolvido na resolução de oito guerras em apenas alguns meses”. Mas suas ações foram decisivas para levar a Venezuela ao limiar da liberdade”. Corina levou seu candidato a uma vitória com 70% frente 30% de Maduro nos votos válidos, embora não reconhecida pelo oficialismo e o judiciário escondeu as atas que provariam as fraudes.
A Casa Branca disse na sexta-feira que o comitê do Nobel “demonstrou que coloca a política antes da paz” ao não conceder o prêmio ao líder republicano.
Lula é aliado de Maduro histórico, recebeu o venezuelano com tapete vermelho no Palácio do Planalto. Parece não aceitar que Corina é grande nome político da América do sul. Lula da silva (PT) tinha ambição de ganhar o prêmio Nobel , por seus discursos globalistas. Pura utopia.
Lula, com pura misoginia, tentou humilhar publicamente a Nobel da paz e ex-deputada Maria Corina Machado que foi impedida de disputar por um judiciário controlado pelo ditador Nicolás Maduro Moros, seu aliado. Ela tinha 40% de preferência quando começou a disputa interna. Indagado pela imprensa se havia condições justas na Venezuela, Lula afirmou que em 2018 quando foi impedido de disputar as eleições pelo Supremo Tribunal Federal, ele respondeu em tom irônico e sarcástico que “não ficou chorando e indicou outro candidato, Fernando Haddad”. Foi uma atitude inadequada de imputar à Corina uma atitude infantil numa escalada demasiadamente delicada. Lula agora tentará criar outra narrativa ou corrigir a história, mas foi um fato real. São os caminhos errados que costuma trilhar, além da ideia de misoginia eminente.Corina responde a Maduro e seu aliado Lula com uma história de perseverança e força em libertar seu país de uma ditadura criminosa e narcoestado.
Na época, Corina rebateu corajosamente: “O senhor me acusa de chorar? O senhor diz isso porque sou mulher? O senhor não me conhece.”

Por Tulio Ribeiro

 

 

 

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