Flávio chama Lula de “pequeno’ e agradece Milei por ‘asilo’ que respondeu ” já ganhou (eleição)”

José Raimundo
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*Por Túlio Ribeiro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) esteve para posse do novo presidente do Chile, com a desistência de Lula, que recebeu uma crítica do parlamentar o chamando de ” pequeno por deixar uma questão pessoal prejudicar os interesses do Brasil “com o país andino. Ele esteve com a líder venezuelana  e ‘Nobel da Paz’, Maria Corina Machado’, acertando que  os dois se falariam de novo na defesa da justiça e da democracia.

José Antonio Kast assumiu a presidência do Chile neste 11 de março de 2026, sucedendo a Gabriel Boric. Líder do Partido Republicano, ele venceu o segundo turno em dezembro de 2025 com 58,3% dos votos, focando sua plataforma em segurança pública, controle migratório e redução do estado, sendo considerado o líder mais à direita desde a ditadura.

Mas após ser assediado para fotos, Flávio se lançou num grande abraço, agradecendo ao presidente da Argentina, Javier Milei, por ter concedido asilo político a Joel Borges Corrêa, condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 13 anos e seis meses de prisão pelo envolvimento nos ataques de 8 de janeiro de 2023.

A ação de Milei marcou  a primeira vez que um condenado pelos ataques às sedes dos Três Poderes do Brasil logra êxito em alcançar este  benefício no país vizinho.

“Um grande abraço do meu pai (Jair Bolsonaro), do meu irmão (Eduardo Bolsonaro) e muito obrigado por ser o primeiro a reconhecer o asilo político de um brasileiro na Argentina. Há esperança”, disse Flávio, ao abraçar Milei durante a cerimônia de posse de José Antonio Kast nesta quarta-feira, 11, em Valparaíso, no Chile.

Milei responde: “Já ganhou (as eleições). Vamos. Força.”Flávio completou: “Se Deus quiser.”

Corrêa foi detido pela Polícia Federal argentina em novembro de 2024, na localidade turística de El Volcán, na província de San Luis, durante uma abordagem de rotina em posto de controle de trânsito. No automóvel, havia apenas uma mala com roupas.

O brasileiro tentava atravessar a Cordilheira dos Andes em direção ao Chile quando foi interceptado. Antes da prisão, vivia em Buenos Aires.O caso não é isolado.

Neste contexto pelo menos mais outros três condenados pelo STF pelos mesmos ataques foram detidos na Argentina: Wellington Luiz Firmino, com pena de 17 anos; Joelton Gusmão de Oliveira, também condenado a 17 anos; e Rodrigo de Freitas Moro Ramalho, com 14 anos.Firmino, assim como Corrêa, foi preso enquanto tentava cruzar a fronteira com o Chile.

Grande parte dos brasileiros detidos na Argentina solicitaram refúgio, alegando ser vítima de perseguição política no Brasil. Mas o desenvolvimento da solicitação e análise  de análise costuma ser lento, e o caso de Corrêa é o primeiro a ter decisão favorável.

Na  abordagem da Conare argentina, refugiado é “uma pessoa que se encontra fora de seu país devido a fundados temores de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, pertencimento a determinado grupo social ou opiniões políticas, e que não pode ou não quer, em razão desses temores, recorrer à proteção de seu país”. Ainda nesse processo, o órgão também reconhece como refugiado quem fugiu porque “sua vida, segurança ou liberdade estão ameaçadas pela violência generalizada, por conflitos armados, por violações massivas de direitos humanos ou por outras circunstâncias que tenham perturbado gravemente a ordem pública”.

 

 

 

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