*Por Túlio Ribeiro
Siga: @gazetahoje
O que parecia , se aclara como a realidade ! A relação entre Brasil e Estados Unidos mostra uma escalada em desgaste, declarações do presidente estadunidense, Donald Trump, durante a cúpula do G7 realizada na França mostram esse ambiente negativo. Ao abordar a situação política brasileira, o republicano caracterizou o país como “complicado”, “perigoso politicamente” e uma “bagunça”, além de fazer referências ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro.
Verbalizando a imprensa que cobria a reunião, Trump afirmou ter estado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à margem do encontro internacional, entretanto não classificou a conversa como de forma oficial. O líder estadunidense citou ter passado “bastante tempo” com Lula, mas direcionou suas declarações para a conjuntura política brasileira.
Trump confidenciou ter recebido informações de que um “Bolsonaro Jr.” (Eduardo) estaria sendo preso ou alvo de uma suposta articulação judicial. “Passei bastante tempo com ele [Lula]. É um país um pouco complicado, politicamente. Um pouco perigoso, politicamente. Tem sido uma bagunça”, declarou Trump. Em seguida, mencionou ter ouvido relatos de que um integrante da família Bolsonaro estaria sendo alvo de medidas judiciais em razão de declarações feitas nos Estados Unidos.

A verbalização vem em conjuntura de tensão ascendente entre Brasília e Washington. Nos últimos meses, o governo estadunidense adotou novas tarifas comerciais contra produtos brasileiros, gerando preocupação em setores econômicos e ampliando divergências diplomáticas entre os dois países.
Além das questões comerciais, a situação política interna do Brasil também passou a integrar o discurso de autoridades ligadas ao governo dos Estados Unidos. A fala de Trump representa uma rara manifestação pública de um presidente norte-americano sobre processos judiciais e decisões tomadas por instituições brasileiras.
A declaração aponta para aproximação política e ideológica entre Trump e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Vale destacar que Trump já ganhou no Chile, Peru e deve levar a Colômbia neste dia 21, com aliados vencendo.
A reunião entre os dois presidentes durante o G7 era vista como uma oportunidade para reduzir atritos e ampliar o diálogo entre as duas maiores economias do continente. Lula da Silva forçou o encontro e piorou a situação.
As declarações de Trump mostram as diferenças políticas com Lula da Silva bilateral. O afastamento entre os mandatários dos dois países adiciona um novo elemento de tensão a uma relação que, historicamente, alterna períodos de cooperação estratégica e momentos de forte divergência diplomática.

TÚLIO RIBEIRO
Economista
Pós-graduação em História Contemporânea
Mestre em História Social
Doutor em Política para Desenvolvimento Estratégico (Geopolítica)