Trump aplica taxas de até 12,5% a 60 países por trabalho forçado, Lula tenta se vitimizar

José Raimundo
4 Min Leitura

*Por Túlio Ribeiro
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O governo Trump anunciou na quinta-feira (23/7) a imposição de tarifas que variam de 10% a 12,5% sobre importações de 60 países e economias. A Casa Branca justificou a medida após uma investigação que indicou “esforços insuficientes no combate ao trabalho forçado”. A decisão entra em vigor poucas horas antes do vencimento da tarifa global temporária de 10% que Washington havia mantido.
As novas tarifas, anunciadas pelo gabinete do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, substituem a taxa temporária aplicada desde fevereiro e marcam uma nova etapa na política protecionista da Casa Branca.
A medida baseia-se em investigações iniciadas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) em março, ao abrigo da Seção 301 da legislação comercial americana. Após análises e consultas com os governos envolvidos, o gabinete de Greer determinou que as práticas identificadas prejudicam os trabalhadores e as empresas locais, justificando, assim, a retaliação comercial.
“As políticas e práticas desses países relacionadas à proibição da importação de mercadorias produzidas por meio de trabalho forçado prejudicam os trabalhadores e as empresas americanas”, argumentou o Escritório do Representante Comercial para justificar as tarifas.
Impacto na América Latina, Europa e Ásia
As novas taxas estabelecem uma tarifa adicional de 10% para 17 economias e de 12,5% para um segundo grupo, enquanto para certos parceiros estratégicos as taxas variarão dependendo do produto.

América Latina: México, Guatemala, Honduras e El Salvador enfrentarão uma tarifa adicional de 10%. Já a Brasil, Costa Rica, o Panamá e a República Dominicana estarão sujeitos a uma tarifa de 12,5%.
União Europeia: Os 27 países do bloco receberão uma taxa conjunta de 10%.
Outros parceiros importantes: Índia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Suíça, Canadá e Reino Unido também constam da lista, com variações dependendo da origem e do tipo de mercadoria.
China: O gigante asiático não está incluído nesta lista porque já mantém tarifas específicas e mais elevadas.
Essa ofensiva tarifária é uma resposta à busca da administração estadunidense por alternativas legais . Depois que a Suprema Corte derrubou a maior parte das tarifas globais de Trump, o governo recorreu a instrumentos como a Seção 301 para sustentar sua agenda econômica e manter as taxas sobre o comércio exterior.
Brasil: O anúncio de novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros deve elevar para 37,5% a carga sobre setores como máquinas, calçados, autopeças, têxteis e confecções, segundo o ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. A medida combina a nova alíquota adicional de 12,5% anunciada nesta 5ª feira (23.jul.2026) com a tarifa anterior de 25%. …
O diretor superintendente e presidente emérito da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), Fernando Pimentel, afirmou que a decisão representa um novo obstáculo para as empresas brasileiras e reduz a capacidade de competição no mercado norte-americano.

FOTO: TÚLIO RIBEIRO

Colunista da Gazeta Hoje
Economista
Pós-graduação em História Contemporânea
Mestre em História Social
Doutor em Política para Desenvolvimento Estratégico (Geopolítica)

Auto do livro, O Caso Venezuelano(2016), e co-autor outros dois livros: A Integração da América Latina (Voume 1 e 2 – 2013-2014)

 

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