NA ARRUMAÇÃO O POVO QUE SE DANE
Da mesma forma que alguns pastores metem a mão no bolso do povo, principalmente os pobres e desesperados por melhorar de vida, prometendo riquezas e curas, desde que deixem uma grana legal, para o sacrifício, propósito ou se joguem no altar, tudo em nome do Senhor Jesus, é a famosa pilantropia religiosa, para a qual Ministérios Públicos e outros órgãos fecham os olhos, os políticos também negociam em nome do povo. Alguns por questões de conveniência. Uns são forçados a isto. Outros apenas querem encher os bolsos e o povo que se lasque.
Chegou o tempo de negociar. De plantar para colher e muito, como sempre o povo é usado, para que eles se locupletem. Claro que existem os políticos sérios, mas estes terminam sendo misturados no mesmo saco.
A candidatura de Belivaldo Chagas na sucessão de Jackson Barreto de Lima, MDB, faz com que aliados de agora e que vinham mamando desde o Governo Déda, se “rebelem”, ameacem votar nos adversários. Mas estes caras não deixam os cargos que têm no Estado e na Prefeitura de Aracaju. Vão mamar até o último instantes e podem pular para o outro lado, desde que os benefícios sejam maiores.
FORA DE FÁBIO
André Moura faz estrago na base do governo, inclusive fazendo com aliados se tornem adversários e tomem outro rumo.O deputado estadual Robson Viana decidiu não mais apoiar a reeleição do deputado federal Fábio Reis (PMDB).
COM ANDRÉ
Não será estranho se o homem do rasgadinho, decida também curtir o carnaval de Pirambu e apoiar a candidatura ao Senado do então deputado federal André Moura, PSC.
COM BELIVALDO
O apoio de Robson Viana a André Moura não o tira do navio de Belivaldo Chagas, MDB, uma vez que poderá votar com Galeguinho para o Governo, Jackson e André Moura para o Senado.
AMEAÇAS
O que se diz nos bastidores é que as ameaças de Heleno Silva e Jony Marcos de não votarem com o vice-governador Belivaldo Chagas, MDB, ainda não surtiram efeitos. Diante disso, a dupla iniciou negociações com o senador Eduardo Amorim e o deputado federal André Moura, adversários de Jackson Barreto. Será o eu fico com quem der mais. É assim que caminha a política brasileira. Na hora da arrumação, o povo que se lasque futebol clube, porque o interessante é o meu, sempre.
SE LASCOU
Mais uma vez o ex-prefeito de Capela, Manoel Messias Santos (Sukita) se arrebentou, isto porque a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Sergipe manteve a sua condenação por crime de calúnia, difamação e injúria, conforme ação movida pelo senador Antônio Carlos Valadares. Na época, Sukita classificou o senador como “falsário”, acusando-o por falsificar a assinatura dele em suposto termo de renúncia à candidatura de deputado estadual nas eleições realizadas em 2014.
DEFESA
Não valeram os esforços do advogado Emanuel Cacho, para livrar seu cliente Sukita. A condenação foi mantida. A defesa pediu para ouvir testemunhas e realização de laudo grafotécnico, mas foi negado pela Justiça de Sergipe. Houve alegação de cerceamento de defesa.
PRISÃO
Os três desembargadores rejeitaram os argumentos da defesa e mantiveram a pena fixada pelo juiz de primeira instância em um 1 ano, dois meses e 23 dias de detenção, além de pagamento de multa pelos crimes a ele imputados pelo senador Valadares.
ESPERANÇA
Emanuel Cacho está convicto de que todos os processos contra Sukita serão anulados. Emanuel Cacho pedirá revisão criminal, anexando laudo da Polícia Federal reconhecendo a falsificação da assinatura de Sukita no documento pela renúncia da candidatura protocolado pelo PSB no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). “A prova, a perícia da Polícia Federal, é conclusiva e definitiva”, diz Cacho.
LARANJEIRAS
O pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE) concluiu o julgamento dos embargos de declaração impetrados pela defesa do prefeito Paulo Hagenbeck (Paulão da Varzinhas /DEM). Na sessão, o magistrado José Dantas de Santana, que havia pedido vista, votou pelo acolhimento dos argumentos dos embargos de declaração apresentados pela defesa de Paulão.
CONTRÁRIOS
Os desembargadores Edson Ulisses e Francisco Alves, que já deixaram o Tribunal, já tinham manifestado voto contrário aos embargos antes do pedido de vista. Também negaram o recurso de Paulão, os seguintes membros do plenário: Dauquíria de Melo Ferreira, Fábio Cordeiro Ricardo Múcio e Lenora Viana de Assis, mantendo a decisão final em 6 a 1 contra o prefeito de Laranjeiras.
DENÚNCIA
A denúncia contra Paulão foi movida pela coligação “Laranjeiras no Rumo Certo”, que contou com parecer favorável do Ministério Público Eleitoral. O recurso contra a diplomação foi movido pelo fato de Paulão ter as contas rejeitadas, que demonstraram ato de improbidade definido no julgamento anterior.
PERMANECE
Paulão permanece no cargo em virtude de uma liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes no final de 2016. Como devem recorrer, Paulão e Suely Alves Nascimento (Suely da Escolinha) continuarão, por enquanto, nos respectivos cargos. Mas com o indeferimento dos embargos declaratórios, o Tribunal Superior Eleitoral deve julgar, nas próximas semanas, o novo recurso.
A decisão cabe recurso junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O advogado Fabiano Feitosa anunciou que ingressará com recurso e está otimista. "A jurisprudência é amplamente favorával [ao prefeito]", avalia Feitosa. O advogado informa que o prefeito, apesar desta decisão do TRE de Sergipe, se manterá no cargo até o julgamento final do processo no âmbito do TSE. A diplomação de Paulão das Varzinhas como prefeito de Laranjeiras foi possível mediante liminar do TSE em processo, conforme explica Feitosa, que trata da mesma denúncia.