CANDIDATO O senador Eduardo Amorim, PSDB, não desistiu de ser candidato ao Governo de Sergipe e garante que seu nome está à disposição do tucanato, para enfrentar o nome que for indicado pelo governador Jackson Barreto de Lima, PMDB, para a sua sucessão. ANDRÉ MOURA As reuniões do líder do Governo no Congresso Nacional, deputado federal André Moura, PSC, com o governador Jackson Barreto de Lima, PMDB, para que o parlamentar interceda junto ao Governo Temer, para conseguir recursos para Aracaju, não significa uma aliança política partidária, isto na visão do senador Eduardo Amorim. OBRIGAÇÃO Trazer recursos para Sergipe é uma obrigação dos representantes sergipanos no Congresso Nacional, portanto, o trabalho de André Moura é visto por Eduardo Amorim como normal, independente de quem estiver no comando do Estado e até Eduardo faria o mesmo, apesar de adversário político de Jackson Barreto. EXPOSIÇÃO O fato de André Moura participar de várias manifestações políticas e administrativas no interior de Sergipe, é uma forma de se cacifar, para uma possível candidatura ao Executivo estadual. Ele faz muito bem este papel. CÂNCER Apenas dois trabalhadores foram visto nas obras para a construção do Hospital do Câncer de Sergipe e este fato ensejou o deputado estadual Gilmar Carvalho a dizer que as obras estão paralisadas. PAREDE Participando do programa de Gilmar Carvalho (Rádio Atalaia AM), o senador Eduardo Amorim pediu ao repórter Marcos Couto, que estava no canteiro de obras do Hospital do Câncer que verificasse se tinha alguma parede construída. Claro que não tem. ALMEIDA O secretário de Estado de Saúde, Zé Almeida Lima, não gostou das críticas de Eduardo Amorim sobre a paralisação das obras do Hospital do Câncer e entrou no ar, para contestá-lo e disse que realmente não tem parede alguma, porque primeiro tem que ser feito o serviço de bate-estaca e ainda alfinetou Eduardo, lembrando que qualquer leigo sabe que uma obra não se começa erguendo paredes e sim fazendo o alicerce. SEM SÃO JOÃO Quem passa pela rua São João esse ano não vai vê a tradicional decoração e nem a animação típica do período junino. É que em 2017 não será realizado o concurso de quadrilhas como na maioria dos anos anteriores. A falta de parceria com a Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju) foi o principal motivo para a não realização da festa de 107 anos. ESTRUTURA O presidente do Centro Social e Cultural São João de Deus José Ronaldo Alves, responsável pela organização do evento, disse que é necessário estrutura e segurança para a festa acontecer. “As pessoas da vizinhança me procuram para que a festa aconteça, dizem que podemos fazer uma festa menor, com um trio pé de serra e cada um contribue. Mas para realizar um evento desse é importante ter estrutura e segurança, com policiamento”, explica. De acordo com Ronaldo Alves, ele é responsabilizado por qualquer incidente que ocorrer na festa. “Por isso agi com muita cautela”, ressalta. SEM CONGELAR As três câmaras frigoríficas do Mercado Vereador Milton Santos do conjunto Augusto Franco estão há três anos sem funcionar. A situação foi tema de uma audiência extrajudicial no Ministério Público Estadual (MPE), mas não houve nenhuma deliberação porque a Coordenadoria de Vigilância Sanitária do Município de Aracaju (Covisa) não enviou representante. CONSUMIDOR "Eu estou preocupada com a saúde dos consumidores", informou a promotora de Justiça Euza Missano, da Promotoria de Defesa do Consumidor. As Câmaras deveriam ser usadas uma para o resfriamento e congelamento de carnes, outra para o de peixes e a terceira para o lixo (manutenção de vísceras). O gerente de abastecimento da Empresa Municipal de Serviços Públicos (Emsurb), José Elício Pereira Silva, informou que os equipamentos nunca funcionaram desde a época da entrega do Mercado. ABRIGOS O Ministério Público Estadual (MPE) ajuizou uma ação civil pública, pedindo à Superintendência Municipal de Transporte Público (SMTT) a interdição imediata dos pontos de parada de ônibus localizados na Avenida Ivo do Prado, próximos à Praça Fausto Cardoso, em Aracaju. "A medida é para que haja um posicionamento do Município de Aracaju para que haja o reparo necessário porque se trata de uma parada frequentada e muito utilizada por pessoas e usuários do sistema integrado de transporte municipal", disse a promotora de Justiça Justiça de Defesa dos Direitos do Consumidor, Euza Missano. VISTORIA Em uma audiência extrajudicial realizada nesta manhã na sede do MPE, a coordenadoria de Defesa Civil do Município informou que já havia sido realizada uma vistoria nos pontos de parada de ônibus em 2016, quando foram detectados problemas como o comprometimento da estrutura que não é totalmente de concreto, contendo partes de ferro que sofreram ação do tempo acrescida do constante fluxo de maresia, em área aberta, elevando o processo de corrosão. REVOGAÇÃO A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 21/2015), de autoria do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), que cria a possibilidade de revogação (recall) do mandato de presidente da República. A proposta, que recebeu relatório favorável do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), segue para o Plenário. MANDATO Pela matéria, o presidente da República poderá ter seu mandato revogado a partir de proposta assinada por pelo menos 10% dos eleitores que compareceram à última eleição presidencial, distribuídos em, no mínimo, 14 estados. E entraria em vigor a partir de janeiro de 2019. Para o relator, o sistema proposto representa uma solução de equilíbrio entre a soberania popular e a responsabilidade. “Evita-se assim o risco de a revogação ser utilizada como mero instrumento de instabilidade política”, explicou o senador Anastasia. COMEMORAÇÃO O senador Valadares comemorou a aprovação. “Diante da crise ética e moral que se abate sobre a política brasileira, a possibilidade do próprio eleitor revogar o mandato de um presidente da República eleito, mas que perdeu a representatividade, poderá ser uma solução mais rápida, legítima e menos traumática para o Brasil”, defendeu. TRAMITAÇÃO Protocolado o pedido de revogação, atendendo à quantidade mínima de eleitores e estados, a proposta será submetida à apreciação da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, sucessiva e separadamente, e considerada aprovada se obtiver o voto favorável da maioria absoluta dos membros de cada uma das Casas. Depois disso será convocado referendo popular para ratificá-la ou rejeitá-la. Ficará vedada a proposta de revogação durante o primeiro e o último ano do mandato. Assim como, é vedada a apreciação de mais de uma proposta de revogação pelo Congresso Nacional.