Despreparo de profissionais é denunciado por sindicalista

ambulancia samuUm acidente no povoado Terra Dura, BR 235, município de Frei Paulo, envolvendo uma ambulância que tinha como destino a cidade de Itabaiana e um caminhão guincho que vitimou quatro pessoas, trouxe à tona um problema grave que existe com os condutores de ambulâncias que trabalham para as prefeituras dos municípios sergipanos e por extensão de todo Brasil. O que ocasionou o acidente, segundo informações do presidente do Sindicato dos Condutores de Ambulâncias, Adilson Ferreira Melo foi uma ultrapassagem em local proibido. Em entrevista a uma emissora de rádio local, o presidente, não só lamentou a tragédia, como também revelou o descaso e a irresponsabilidade das prefeituras em contratar profissionais do volante sem as mínimas condições para exercerem essa atividade.

De acordo com Adilson, em 97% dos municípios, os condutores não estão preparados para praticarem essa atividade, que requer cursos específicos como de emergência que inclui 10 horas de legislação de trânsito; 15 horas de direção defensiva; e ter 21 anos. O condutor que se envolveu nesse acidente só tinha 19 anos não possuía nenhum desses quesitos. Uma falha imperdoável e para ser revista pelos municípios que contratam pessoas não habilitadas.

Adilson Capote, como é conhecido o presidente do sindicato, disse que muitos condutores de ambulância se acham super-homens; dirigem a mais de 150 km/h, ultrapassam em locais proibidos. Ele esclarece que mesmo prestando socorro tem que dirigir de acordo com a lei do trânsito para não fazer outras vítimas e nem ser uma delas, aconselha.

O sindicalista faz um apelo à Polícia Rodoviária Federal, à Cptran, CPRV que fiscalizem essas ambulâncias para evitar mais tragédias. “Só punindo é que as prefeituras vão tomar providência, mas enquanto não acontecer, elas vão continuar com ambulâncias irregulares rodando por aí e fazendo mais vítimas”.

Por Terezinha de Jesus

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