Rússia e Arábia Saudita auferem ganhos com petróleo em tempos de conflitos no Golfo

José Raimundo
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*Por Túlio Ribeiro

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Durante uma conversa telefônica, o presidente russo Vladimir Putin e o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman Al Saud enfatizaram a importância de trabalharem juntos no âmbito da OPEP+ para estabilizar o mercado global de petróleo, informou o serviço de imprensa do Kremlin em 2 de abril.

“Foi enfatizada a importância do trabalho conjunto em andamento com a participação da Rússia e da Arábia Saudita no formato OPEP+ para estabilizar o mercado global de petróleo”, diz um comunicado no site do Kremlin.

As partes também expressaram preocupação com a deterioração da situação militar e política no Oriente Médio. Além disso, Putin e Al Saud manifestaram satisfação com o alto nível de cooperação alcançado entre Moscou e Riad.

“Foi enfatizada a necessidade de uma rápida cessação das hostilidades e da intensificação dos esforços políticos e diplomáticos para alcançar uma solução de longo prazo para o conflito, levando em consideração os legítimos interesses de todas as partes”, esclareceu a publicação.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, anunciou ontem que a situação do mercado global de petróleo, resultante do conflito com o Irã, será um tema central na 65ª reunião do Comitê Ministerial Conjunto de Monitoramento da OPEP+, agendada para 5 de abril. Segundo ela, ao longo dos seus 10 anos de existência, o formato OPEP+ confirmou seu papel fundamental na garantia da segurança energética global e na estabilidade do mercado mundial de petróleo.

No mesmo dia, o líder russo afirmou que os acontecimentos no Irã já estavam tendo um impacto direto nos mercados de energia. Ele assegurou que a Rússia poderia desempenhar um papel importante na definição de uma nova arquitetura para a logística global e o comércio internacional, oferecendo aos parceiros rotas vantajosas em termos de pontualidade e diversificação. A Rússia por não estar envolvida no conflito e ter uma produção pujante, conseguiu que os EUA suspendessem sanções a compra do seu petróleo, assim é a principal beneficiaria pelo volume de vendas em um patamar de preço que supera 120 dólares o barril.

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