Racha na oposição em Sergipe já era esperado: sem nenhuma novidade

José Raimundo
4 Min Leitura

*Por Raimundo Feitosa

A política é dinâmica e não é uma ciência exata. É fato. Isso, muita gente sabe – obviamente, a minoria ignora -. O racha entre a oposição; de um lado, Rodrigo Valadares, deputado federal e, do outro, Emília Corrêa, prefeita de Aracaju, já vinha se desenhando há meses. Ricardo Marques, vice-prefeito de Emília, também, começou arranhado, quando perdeu alguns privilégios na administração da Prefeitura da Capital de Sergipe.

Emília Corrêa, revelou ontem, através de uma entrevista, que a desordem começou cedo, logo na transição, segundo a prefeita, Ricardo já queria mandar no mandato. A divergência foi aumentando aos poucos, contudo, ambas as partes não falavam abertamente, do que estava, realmente, acontecendo. Escondiam os fatos.

A imprensa sergipana instigava, insistia, porém, ninguém falava nada, mas, tinha algo de errado e o povo, que acompanha a política, também sabia da agitação. A prefeita Emília começou a se distanciar do Ricardo Marques – vice-prefeito. Nas entregas da Prefeitura o vice se fazia ausente, porém, era tudo normal para os gestores.

Ricardo entrega a secretaria de comunicação e começou a propagar que estava isolado do grupo. “Estou sendo humilhado”, dizia ele. Perdeu os cargos na pasta e a secretaria municipal do Meio Ambiente, ligada ao vice. Enfim, Ricardo ficou apenas com a função de vice-prefeito e, não participava mais dos projetos da administração.

BOLSONARO

Rodrigo Valadares, ferrenho defensor do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro e Emília Corrêa pouco, ou quase nada, mencionava o nome do Bolsonaro. Enquanto havia o julgamento do Bolsonaro; tornozeleira e agora na Papudinha, o silêncio tomava conta da prefeita de Aracaju. O caldeirão fervendo em Brasília e Emília pouco estava se lixando.

Na verdade, Emília nunca foi bolsonarista. Recebeu os votos da direita, Bolsonaro pediu votos a seu favor, porém, não havia uma integração entorno do nome da direita. Saiu do PL, foi para os Republicanos e agora diz que vai votar em Bolsonaro e autoafirma que é de direita.

NOTAS

ÓLEO

Óleo e água não se misturam. Falar é uma coisa e agir é outra. Mas, perto ou longe, as mascaras caem. A verdade sempre aparece. Veja o caso do presidente Lula, enganou o pobre o tempo todo, dizendo que era o pai dos pobres. Vive num luxo e quer manter o pobre continuamente. Agora, o povo acordou.

RICARDO

Membros da direita tem o pé atrás com Ricardo. Ele nomeou dois esquerdistas como seus secretários na prefeitura. “Não confio em ninguém”, disse um apoiador de Bolsonaro, porém, o vice-prefeito tem a chance de se redimir. A prática é quem vai dizer.

EMÍLIA

Emília saiu do PL e foi para os Republicanos. Depois de eleita, nunca disse que era de direita. Agora, quando se aproxima as eleições, fala que vota em Flávio Bolsonaro. E você eleitor, o que acha disso tudo?

 

 

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