Num assassinato de ódio por ideologia que chocou o mundo, a mãe de Tyler Robinson disse aos investigadores que viu seu filho mudar drasticamente no ano que antecedeu o tiroteio em uma faculdade de Utah contra o fundador da Turning Point USA, Charlie Kirk.
Então bolsista universitário e com um grande futuro no meio acadêmico, Robinson “se tornou mais político”, inclinando-se para a esquerda e apoiando “direitos pró-gays e trans”, disse sua mãe, de acordo com documentos judiciais. O estudante se transformou num militante da causa e incorporando atitudes incomuns para seu histórico, principalmente sobre o tema LGBT.
Em depoimento, ela também verbalizou discussões acaloradas entre Robinson e seu pai, que tinham opiniões muito diferentes e frequentemente discutiam sobre suas ideologias conflitantes.
Em determinado momento, ela contou à polícia que seu filho descartou o evento de Kirk na Universidade Utah Valley (UVU) como um local “estúpido” e afirmou que Kirk “espalha muito ódio”.
Em relação ao processo que pode levar condenação com a morte do assassino, os promotores vão na linha de conclusão, incluso argumentando que o ódio político estava no cerne das supostas ações de Robinson. Nos autos do processo, eles alegam que ele atacou Kirk intencionalmente “por causa de sua expressão política” — e seus pais o reconheceram pelo vídeo de vigilância após o tiroteio.
“O pai de Robinson relatou que quando sua esposa lhe mostrou a imagem de vigilância do suposto atirador no noticiário, ele concordou que parecia com seu filho”, alegaram os promotores nos autos do processo. Seu pai o confrontou e o convenceu a se entregar às autoridades.
Por Tulio Ribeiro