Reticente em visitar os EUA para encontrar Donald Trump, parece que Lula da Silva passou entender quem dá as cartas na geopolítica do mundo. Enquanto Lula se oferecia como mediador, Trump entrou na venenezuela e prendeu seu aliado e narcoditador Nicolás Maduro. O presidente Lula (PT) conversou por telefone nesta segunda-feira (26) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. De acordo com a nota divulgada pelo Planalto, a conversa durou cerca de 50 minutos e teve como tema “a relação bilateral e a agenda global.” Na ocasião, “os dois presidentes acordaram a realização de uma visita do presidente Lula a Washington após a viagem do brasileiro à Índia e à Coreia do Sul em fevereiro, em data a ser fixada em breve”.
Segundo governo brasileiro a liagação foi: “O presidente Trump afirmou que o crescimento econômico dos Estados Unidos e do Brasil é positivo para a região como um todo. Ambos saudaram o bom relacionamento construído nos últimos meses, que resultou no levantamento de parte significativa das tarifas aplicadas a produtos brasileiros”.
Lula é uma dicotomia, já disse estar “indignado” com operação militar dos EUA contra Maduro, depois acusou Trump de querer criar uma “nova ONU” com ele próprio como “dono”, em discurso no final de semana bradou que ele queria governar o mundo pelo ‘ X’.
O comunicado também traz que Lula e Trump conversaram sobre a Venezuela. O presidente dos Estados Unidos ordenou uma operação que entrou no território do país e capturou o ditador Nicolás Maduro, que agora segue à disposição da Justiça americana. Sobre este tópico, o Planalto informou apenas que Lula “ressaltou a importância de preservar a paz e a estabilidade da região e de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano”.
Isolado na América do sul, tendo apenas Petro como aliado, petista também teria reiterado uma proposta para fortalecimento da cooperação no combate ao crime organizado, sobretudo em relação à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas.
Falando sobre p conselho de paz inaugurado por Trump, do qual o Brasil foi convidado a participar, Lula sugeriu que o órgão trate apenas da guerra em Gaza, sem lidar com outros conflitos. Além disso, o petista sugeriu que haja um assento para a Palestina no conselho. “Nesse contexto, reiterou a importância de uma reforma abrangente das Organização das Nações Unidas, que inclua a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança”. Cabe apreciar seu comportamento ‘rebelde’ quando entrar na Casa Branca.
Por Túlio Ribeiro