“Lula não negociou de boa-fé com os EUA”, declara Rubio

José Raimundo
4 Min Leitura

*Por Túlio Ribeiro

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Um nova escalada nas combalidas relações entre EUA e o governo Lula da Silva. Em declaração justificando atitudes dos EUA, secretário de Estado, Marco Rubio, responsabilizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelas tarifas impostas pelo governo norte-americano sobre produtos brasileiros. Em publicação nas redes sociais na madrugada desta quinta-feira (16), Rubio afirmou que o governo brasileiro não conduziu negociações de “boa-fé” e fez fortes ressalvas críticas c a política econômica do governo Lula da Silva.
“Suas políticas econômicas são ruins para os americanos e ruins para os brasileiros. No último ano, Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso”, escreveu o secretário.
Today, President Trump directed USTR to impose a 25% tariff on most Brazilian imports. Let there be no confusion about why: President Lula and his government have not negotiated with the US in good faith.

His economic policies are bad for Americans and bad for Brazilians. For…
— Secretary Marco Rubio (@SecRubio) July 16, 2026
A verbalização foram feitas 24 horas depois dos Estados Unidos confirmarem a aplicação de novas tarifas sobre cerca de 4 mil produtos exportados pelo Brasil. Em alguns casos, a soma das cobranças pode alcançar 37,5%. Segundo o governo norte-americano, a decisão foi motivada por supostas práticas comerciais consideradas desleais, envolvendo temas como comércio digital, trabalho forçado e desmatamento ilegal.
As recorrentes crises e ressalvas contra o Brasil também foram reforçadas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que publicou uma série de mensagens nas redes sociais apontando supostas falhas nas políticas brasileiras.
Dentre as searas relatadas estão o sistema de pagamentos Pix, a redução das importações de etanol norte-americano, a proteção à propriedade intelectual e o combate à corrupção.
“Tarifas injustas e preferenciais: o Brasil concede tratamento preferencial a mais de mil linhas tarifárias para o México e centenas de linhas tarifárias para a Índia, com alíquotas tarifárias entre 10% e 100% inferiores à taxa aplicada às exportações dos EUA nos mesmos setores”, afirmou o órgão.
Digital Trade: Brazilian courts have issued secret orders directing U.S. technology companies, including X, Meta, and Google, to remove certain political content, suspend accounts belonging to U.S. residents, and prohibit the platforms from disclosing these orders to profile… pic.twitter.com/BGroafEWvi
— United States Trade Representative (@USTradeRep) July 16, 2026
Num contexto de bastante dificuldade de comunicação, a implantação das tarifas já era esperada pelo governo brasileiro, que vinha tentando evitar a medida por meio de negociações diplomáticas. De acordo com o Palácio do Planalto, mais de 30 contatos foram realizados com autoridades dos Estados Unidos, entre reuniões presenciais, videoconferências e ligações telefônicas. Politicamente , Lula da Silva em campanha, gostou pois vai tentar se colocar como vítima e usar o antigo discurso do inimigo externo para justificar erros do seu governo.

FOTO: TÚLIO RIBEIRO

Colunista da Gazeta Hoje
Economista
Pós-graduação em História Contemporânea
Mestre em História Social
Doutor em Política para Desenvolvimento Estratégico (Geopolítica)

Auto do livro, O Caso Venezuelano(2016), e co-autor outros dois livros: A Integração da América Latina (Voume 1 e 2 – 2013-2014)

 

 

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