O ‘Observatório Cubano de Conflitos’ descreveu a atual crise sanitária na ilha comunista como um “genocídio silencioso” devido à alarmante proliferação de vírus, incluindo dengue, chikungunya, oropouche, zika e hepatite. A organização destaca que a já difícil situação epidemiológica é ainda mais complicada pela falta de suprimentos médicos básicos, como analgésicos, antitérmicos e reagentes para diagnóstico, além do colapso do sistema hospitalar.
Vírus misterioso em Cuba. “Você não tem nada a perder, saia às ruas”, incentiva Alex Otaola. A este respeito, o Observatório Cubano de Conflitos afirmou em um comunicado à imprensa que, após observar o aumento de casos dessas arboviroses nos últimos dias, considera que se trata “de fato de um genocídio silencioso devido à forma como a elite do poder vem provocando a crise sanitária na ilha, com um novo vírus e um número ainda indeterminado de mortes”, que é claramente muito maior do que o reconhecido pelo regime de Castro.
Por enquanto, a organização compilou uma lista preliminar de pelo menos 15 pessoas que morreram em decorrência da arbovirose, segundo relatos de familiares e da mídia independente, embora a ditadura, por meio do Ministério da Saúde Pública de Cuba, tenha reconhecido oficialmente apenas três mortes como resultado da crise epidemiológica na ilha.Alex Otaola denuncia: o regime de Castro está escondendo mortes por dengue e os hospitais estão sobrecarregados.
O Observatório Cubano de Conflitos também denunciou que o regime de Castro não destinou verbas para combater os vetores que transmitem essas doenças nem para melhorar a higiene urbana, o que demonstra que o regime de Castro não se importa e que o bem-estar dos cubanos é irrelevante.
Vale mencionar que, recentemente, o influenciador cubano Alex Otaola afirmou que o regime comunista em Havana está escondendo o número real de mortos pela crise sanitária na ilha. “Precisamos ir às ruas e ver os números; estamos falando de milhares de pessoas que precisam se apresentar e reconhecer que estão atualmente apresentando um quadro clínico complexo”, disse ele. “Se a ditadura reconhece 35 mil casos com febre e sintomas semelhantes, é porque na verdade existem 185 mil”, afirmou Otaola em seu programa.
Detalhando melhor os números na seara das manifestações pela situação de calamidade, de acordo com o documento divulgado pela ONG, em outubro, foram 1.249 protestos, denúncias e ações cívicas em toda a ilha, contra 1.121 registrados em setembro e 1.023 em agosto, que também haviam sido patamares recordes.
O OCC relatou que as motivações mais comuns para protestos em outubro foram contestações ao Estado policial (261), manifestações contra a crise contínua no fornecimento de eletricidade, água e outros serviços essenciais (254) e falhas no atendimento de saúde pública (248), diante de epidemias nacionais de dengue, chikungunya e outras arboviroses.
“Após analisar a crise, o Observatório Cubano de Conflitos considera que a forma como a elite do poder fomentou essa catástrofe configura um genocídio silencioso, com nove vírus [em circulação] e um número ainda indeterminado de mortes, mas certamente muito superior, como anexamos aqui, às três reconhecidas até o momento pelos altos funcionários da Saúde Pública”, destacou a ONG.
Por Túlio Ribeiro