*Por Túlio Ribeiro
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O governo dos EUA participará ativamente da transição venezuelana. O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, celebrou o entendimento político histórico alcançado. As negociações formais envolvem representantes da Assembleia Nacional de 2015 e do movimento chavista. O chefe da diplomacia americana descreveu o acordo como um passo fundamental para a restauração da democracia.
— O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou que um mecanismo de diálogo com o objetivo de planejar uma transição democrática e a reconciliação nacional na Venezuela começará formalmente na primeira semana de agosto. pic.twitter.com/9JNMNFDxdj
Os primeiros grupos de trabalho técnicos começarão em agosto . As partes concordaram em estabelecer um formato definitivo para a reconciliação e a transição institucional. O anúncio foi bem recebido pela sociedade civil . Washington acompanhará de perto o cumprimento dos prazos estabelecidos no roteiro.
O governo de Washington garantiu a continuidade da assistência humanitária. O apoio financeiro ultrapassa US$ 180 milhões em financiamento direto. Os recursos federais estão mitigando os graves efeitos dos terremotos de junho. A Casa Branca também facilitará os esforços de financiamento junto a bancos multilaterais internacionais.

O processo político ocorre sete meses após a queda do ex-ditador Nicolás Maduro. A atual liderança chavista foi obrigada a ceder o poder real. O colapso do regime socialista abriu caminho para a libertação de presos políticos. A presidente da bancada parlamentar da oposição, Dinorah Figuera, liderará a agenda técnica democrática.
Setores do corpo diplomático dos EUA apoiam fortemente a abordagem adotada por Rubio. O fim do regime socialista demonstrou a eficácia da pressão internacional sustentada. O desmantelamento da ditadura criminosa representa uma mudança fundamental para a segurança hemisférica. A reconstrução institucional da Venezuela deve sepultar definitivamente o colapso anterior.
O fórum de diálogo priorizará uma reforma abrangente do sistema eleitoral. Ex-parlamentares exigem o restabelecimento imediato das garantias plenas à livre participação cidadã. As reuniões bilaterais serão realizadas em locais provisórios devido a graves danos estruturais. O movimento chavista já se comprometeu formalmente a renunciar ao poder caso seja derrotado.
O Departamento de Estado monitorará quaisquer táticas de protelação. As autoridades americanas exigem a abertura total da mídia. O investimento estrangeiro dependerá da segurança jurídica . A transição para a liberdade institucional marcará o início da recuperação econômica.

FOTO: TÚLIO RIBEIRO
Colunista da Gazeta Hoje
Economista
Pós-graduação em História Contemporânea
Mestre em História Social
Doutor em Política para Desenvolvimento Estratégico (Geopolítica)
Auto do livro, O Caso Venezuelano(2016), e co-autor outros dois livros: A Integração da América Latina (Voume 1 e 2 – 2013-2014)