*Por Túlio Ribeiro
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A reunião nesta 5ª feira (7.mai) entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump (Partido Republicano) acontece sob à preocupação do governo brasileiro com os reflexos da disputa presidencial de 2026 sobre a relação entre Brasília e Washington. O presidente tenta criar uma “vacina diplomática” contra possíveis interferências políticas dos Estados Unidos….
O governo mira de perto a movimentação do senador Flávio Bolsonaro (PL) junto a setores conservadores dos Estados Unidos. A participação do congressista na CPAC e discursos sobre minerais críticos, por exemplo, são vistos como tentativa da direita brasileira de se posicionar como parceira preferencial de Washington no Brasil.
A análise governista é que a eleição de 2026 deve aprofundar diferenças sobre o posicionamento internacional do Brasil. De um lado, o presidente Lula defende uma política externa de equilíbrio entre Estados Unidos, China e Europa. De outro, o Planalto enxerga na oposição uma tentativa de alinhar o país mais diretamente à estratégia americana de contenção chinesa.
Conclusivamente, Lula quer conter influência de Trump na eleição de 2026 Planalto vê aproximação de aliados de Bolsonaro com EUA via minerais e segurança como ativo de campanha e quer se precaver do peso internacional sobre sua campanha, já que sua rejeição interna está em alta, o que a pressão externa geraria um sobre peso insustentável.
