Saif al-Islam Gaddafi, filho do ditador líbio Muammar Gaddafi, deposto em 2011, foi assassinado na terça-feira por quatro homens em sua residência no país norte-africano, informou seu conselheiro e chefe de sua equipe política, Abdullah Otham.
Otham, que inicialmente apenas noticiou a morte sem especificar as causas, explicou posteriormente ao meio de comunicação local Al Ahrar que quatro homens armados invadiram a casa de Gaddafi, desativaram os sistemas de alarme e vigilância e o “assassinaram”.
Segundo o veículo de comunicação local The Libya Observer, que cita “relatórios” cuja origem não especifica, Gaddafi foi morto perto da cidade de Zintan, no noroeste do país, a cerca de 140 quilômetros de Trípoli.
O Ministério Público anunciou a nomeação de uma comissão que se deslocará ao local dos acontecimentos para investigar as circunstâncias do incidente e “interrogar” pessoas próximas da vítima, a fim de esclarecer os fatos.
Saif (1972) era considerado o sucessor de seu pai, que esteve no poder por 42 anos e foi capturado e morto após os levantes populares de 2011
O Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu um mandado de prisão contra ele em 2011, por supostos crimes contra a humanidade durante a revolução que derrubou seu pai.
Saif al-Islam foi condenado à morte por um tribunal de Trípoli em 2015 por usar violência contra manifestantes que pediam a renúncia de seu pai, uma sentença que foi contestada por autoridades rivais, embora a execução não tenha sido realizada.
O filho do ditador apresentou sua candidatura para as eleições presidenciais de dezembro de 2021 na Líbia, mas ela foi rejeitada pelas autoridades eleitorais e a votação foi posteriormente suspensa.
Por Túlio Ribeiro