A Acessibilidade deve ser encarada como um inegável pilar da Justiça Social. Ela é a base material para garantir a igualdade de oportunidades e o pleno exercício da cidadania para as Pessoas com Deficiência (PcD). Uma sociedade só pode se dizer justa quando garante que as barreiras físicas e atitudinais não sejam o fator determinante para o sucesso, o acesso à saúde, à educação ou ao trabalho.
Acessibilidade e o Combate à Desigualdade
A falta de acessibilidade é, essencialmente, uma forma de desigualdade estrutural. Ao privar uma PcD da capacidade de se deslocar de forma autônoma, a sociedade a exclui do mercado de trabalho, do sistema educacional e dos serviços públicos.
A justiça social exige a reparação dessa desigualdade histórica, por meio de ações que garantam:
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Direito à Cidade: Acessibilidade total a todos os espaços públicos e de uso coletivo.
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Equidade na Educação: Escolas com infraestrutura e recursos pedagógicos adaptados.
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Inclusão no Mercado de Trabalho: Transporte e ambientes de trabalho acessíveis para o cumprimento das cotas e a plena empregabilidade.
Justiça Ambiental e Espacial
A acessibilidade também se relaciona com a Justiça Ambiental e Espacial. Em muitas cidades, as áreas mais carentes de infraestrutura básica (saneamento, asfalto) são também as mais inacessíveis, concentrando a vulnerabilidade.
A política de justiça social e acessibilidade deve priorizar o investimento nas periferias, garantindo que o direito de ir e vir seja universal e não um privilégio das áreas mais ricas e centrais.
Acessibilidade como Responsabilidade Cívica
A justiça social é uma responsabilidade cívica de todos. A Lei Brasileira de Inclusão reconhece que a responsabilidade pela acessibilidade é de toda a sociedade, não apenas do Estado. Prospectar obras
O papel da justiça social é transformar a visão da deficiência: de um “problema individual” a ser superado (o modelo médico da deficiência) para uma “questão social” a ser resolvida pelo ambiente (o modelo social da deficiência). A acessibilidade, como pilar da justiça social, é o reconhecimento de que o problema está na barreira, e não na pessoa.
Fonte: Izabelly Mendes