*Por Túlio Ribeiro
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Rejeição de Messias é duro recado do Senado para Lula e o STF. E isso já é sintomático. Pelo segundo ano consecutivo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva optou por não participar presencialmente dos atos do Dia do Trabalhador em 1º de maio de 2026, evitando agendas públicas e permanecendo no Palácio da Alvorada, em Brasília. Após um ato em 2024 em São Paulo que apresentou baixa presença de público, o governo optou por não arriscar um novo “fiasco” ou evento esvaziado. A pesquisas de rejeição ao governo incentivam o crescimento da oposição em franca ascendência e um poder de atração para ganhar o Centrão.Senador Flávio Bolsonaro lidera ou empata em vários cenários, enquanto Lula da Silva decresce e tem uma rejeição resiliente alta, sempre acima dos 50%, o que limita qualquer possibilidade de reeleição.
Em menos de 24 horas, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sofreu duas derrotas políticas significativas. Na quinta-feira (30/4), o Congresso Nacional derrubou o veto do presidente ao chamado PL da Dosimetria. O projeto de lei prevê a redução de penas e do tempo no regime fechado destinados a condenados por crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023.
Rejeição a Messias “escancara fragilidade’ do governo Lula e mostra ‘fim do ciclo do PT”, setenciou Tarcísio de Freitas enquanto Flávio Bolsonaro corroborou,“Governo Lula acabou, não tem mais o respeito de ninguém”.
A agenda oficial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tambem mostrou queda no contato direto entre o presidente e integrantes do Congresso Nacional no início de 2026. Os encontros com líderes da Câmara e do Senado, que no 1º trimestre de 2025 foram 3, desapareceram da agenda pública no mesmo período deste ano. O corpo a corpo com os presidentes das Casas foi zerado. Play Video A inflexão foi em um momento de maior dificuldade na relação com o Legislativo. O episódio mais recente foi a rejeição, pelo Senado, da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal. O resultado expôs falhas na articulação do governo e surpreendeu o próprio Planalto. Tudo às vésperas da disputa eleitoral.
Ascende a ideia comentada em Brasília e as análises que preveem que Lula, a depender do cenário prévio das eleições de outubro, possa arrumar uma desculpa e não se candidatar a um quarto mandato, caso sinta sua “batata assando”. Muitos dizem que só topará a disputa se tiver uma certeza razoável da vitória, que parecia assegurada, até poucos meses atrás, quando todas as pesquisas lhe davam enorme vantagem.
Atualmente, além de um cenário eleitoral completamente adverso, segundo todas as últimas pesquisas de opinião, pesa em seu desfavor a derrota acachapante sofrida na quarta-feira, 29, no Senado Federal, que não aprovou a indicação de Jorge Messias, o Bessias, para a vaga de ministro do Supremo, fato que não ocorria há mais de um século, escancarando a fragilidade política de Lula e toda a desarticulação de sua base no Congresso.
Messias e pesquisas sinalizam vexame. Lula pode se inibir oq ue seria lido na política como se acovarda. O enfraquecimento da interlocução também aparece na relação com partidos. Em 2025, o governo gastou energia e emendas para acomodar União Brasil e PP. Em 2026, o diálogo com membros dessas siglas na agenda oficial caiu a zero. O próprio PT viu sua presença recuar. Siglas centrais para a governabilidade, como MDB e PSD, aparecem com pouquíssimos registros. na verdade Lula sofre uma debandada de seu governo e uma minoria parlamentar cada vez mais inoperante e desincentivada.
Lula teria 81 anos no dia da eleição e se acumula episódios recentes de problemas de saúde, Lula, fiel ao seu histórico, dispõe de álibis convenientes para sustentar uma eventual desistência da corrida ao Planalto. Os dois próximos meses serão determinantes. Se a “boca do jacaré” – a diferença percentual nas intenções de voto – se abrir contra ele, uma providencial “pressão da Janja” ou “estado de saúde” poderão servir de saída honrosa para recuar sem admitir derrota.
