O senador sergipano Alessandro Vieira (MDB), é tido pelos bolsonaristas do Estado como traidor, porque votou no senado a favor de mais impostos e ser autor da proposta da censura no Brasil. Além disso, em suas entrevistas a radialistas sergipanos, sempre afirma que é do centro: “nem Lula e tampouco Bolsonaro”. É bom lembrar que Vieira, em 2018, recebeu uma expressiva votação dos bolsonaristas e, portanto, eleitores de direita esperavam uma fidelidade do senador que, na visão dos direitistas, não aconteceu.
Hoje, 3/11, Alessandro Vieira, disse em uma emissora de rádio em Aracaju, capital de Sergipe, que em 2018 votou na candidata Marina Silva (Rede). Isso prova, categoricamente, que o senador sergipano não tem compromisso com a direita e sim, com a esquerda. É o que mostra nas suas ações. Contudo, é um direito dele se posicionar como quer.
Dentro da sua entrevista aos radialistas, que, aliás, foram muitos generosos com o senador, porque deixou apenas o parlamentar contar a sua história de várias emendas destinadas a melhorar a vida dos sergipanos, que, aliás, sua mínima obrigação e não se vangloriar. Se sabe, portanto, que o Governo do PT liberou gordas emendas para quem votasse em seus “projetos”.
Alessandro Vieira, usando o discurso da esquerda, falou que o narcotráfico no Brasil não pode ser classificado como terrorista. Alegou que, esse tipo de classificação, caberia a grupos ideológicos, algo que o narcotráfico não é. Sobre a ação da megaoperação dos policiais no Rio de Janeiro, Vieira disse que esse tipo de ação não resolve o problema e sim por outras vias.
IDEOLÓGICO
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) deu uma aula sobre ideologia e afirmou com todas as letras que o narcotráfico é sim um grupo ideológico. Falou que uma comunidade com ideias, armas, projetos e rituais, além de outras, caracteriza uma ideologia do mal. Isso foi o que deu a entender na fala do Zema e deve ser considerado terrorista.
Já Ronaldo Caiado (União), governador de Goiás, pré-candidato a presidência da República, disse que o narcotráfico tem ideias para eliminar pessoas de bem e atacar a grosso modo os policiais, governadores e todos aqueles que são, obviamente, contra a bandidagem. “Isso é ideologia e eles (narco), são sim ideológicos e devem ser qualificados como terroristas.
Por Raimundo Feitosa, jornalista diplomado e editor-chefe da Gazeta Hoje