Bombardeiros dos EUA já sobrevoam a Venezuela, mostra rastreador

José Raimundo
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Bombardeiros B-1B dos EUA sobrevoaram próximo as praias venezuelanas. É a terceira demonstração de poder aéreo em semanas. Os voos se somam à mobilização militar dos EUA na região, que inclui o porta-aviões USS Gerald R. Ford, aeronaves furtivas F-35 em Porto Rico e navios da Marinha.

Dois bombardeiros B-1B sobrevoaram o Mar do Caribe, perto da praia da Venezuela, nesta segunda-feira, de acordo com dados de rastreamento de voo, marcando a terceira demonstração de força de aeronaves militares dos EUA nas últimas semanas. O voo dos bombardeiros supersônicos de longo alcance ocorre no momento em que Washington realiza uma campanha militar contra supostos traficantes de drogas na região, mobilizando forças que geraram temores em Caracas de que a mudança de regime seja o objetivo final das operações.

Dados do site Flightradar 24 mostram que os dois bombardeiros — que decolaram de uma base aérea no estado americano de Dakota do Norte — voaram paralelamente à costa venezuelana antes de desaparecerem de vista.

Esses voos acontecem depois que outro bombardeiro B-1B voou perto da costa venezuelana na semana passada, e outros B-52s fizeram o mesmo na semana anterior. Os Estados Unidos também enviaram o grupo de ataque do porta-aviões USS Gerald R. Ford para a América Latina, enviaram 10 caças furtivos F-35 para Porto Rico e atualmente têm sete navios da Marinha no Caribe como parte do que chamam de esforços antinarcóticos.

Washington realizou pelo menos 10 ataques a embarcações suspeitas de tráfico de drogas — nove lanchas e um semissubmersível — desde setembro, deixando pelo menos 43 mortos, de acordo com uma contagem da AFP baseada em dados do governo dos EUA. No entanto, os Estados Unidos ainda não forneceram evidências de que essas embarcações são usadas para contrabando de drogas.

As tensões regionais aumentaram como resultado da campanha e do reforço militar que a acompanhou. A Venezuela acusou os Estados Unidos de tentarem derrubar o presidente Nicolás Maduro, que acusou Washington de “fabricar uma guerra”.

Por Túlio Ribeiro

 

 

 

 

 

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