Papa Leão XIII critica a exploração por parte dos ‘autoritários’ do mundo durante viagem a África

José Raimundo
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*Por Túlio Ribeiro

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Durante um evento em Angola na segunda-feira, o Papa Leão XIII lamentou que muitas pessoas no mundo estejam sendo “exploradas por autoritários e enganadas pelos ricos”, o exemplo mais recente de um novo estilo de oratória incisivo que ele adotou em sua viagem por quatro países africanos.

O primeiro papa dos EUA, que atraiu a ira do presidente Donald Trump com seus comentários mais contundentes, disse aos fiéis em uma missa em Saurimo, perto da fronteira com a República Democrática do Congo, que a violência e a opressão contrariam a mensagem cristã.

“Toda forma de opressão, violência, exploração e desonestidade nega a ressurreição de Cristo”, disse o pontífice, referindo-se à crença central do cristianismo de que Jesus ressuscitou dos mortos após ser crucificado.

Sua visita a Angola ​marca a terceira etapa de uma ambiciosa viagem de 10 dias pela África, uma das mais complicadas já realizadas por um papa, com paradas em 11 cidades e vilas em quatro países, percorrendo ‌quase 18.000 km em 18 voos.

Leão, ​que se tornou o líder da Igreja Católica de 1,4 bilhão de seguidores em maio passado, manteve um perfil relativamente discreto nos ⁠primeiros 10 ​meses de seu ​papado, mas fez denúncias contundentes sobre guerra e desigualdade durante sua turnê ⁠pela África.

Ele também criticou ​repetidamente os líderes mundiais, sem citar nomes.

No sábado, o pontífice de 70 anos condenou a exploração de recursos naturais ​na África por ‘déspotas e tiranos’. Na quinta-feira passada, ele disse que o mundo estava ‘sendo devastado ​por um punhado ⁠de tiranos’.

O papa afirmou aos jornalistas no domingo que seus discursos durante ⁠a turnê foram escritos há semanas e não foram dirigidos diretamente a Trump. Ele criticou fortemente os ataques dos EUA e de Israel ao Irã, que começaram em 28 de fevereiro.

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