Netanyahu dá boas-vindas a filhos de Bolsonaro e ministro de Israel deseja sorte a Flávio na eleição. Durante conferência em Jerusalém, premiê israelense citou Flávio e Eduardo Bolsonaro; ministro da Diáspora desejou boa sorte ao senador na corrida presidencial
Os dois publicaram nesta segunda-feira, 26, trechos da fala do premiê. “Temos aqui membros do Parlamento brasileiro, incluindo os dois irmãos, Eduardo e Flávio Bolsonaro. É muito bom ver vocês do Brasil”, afirmou Netanyahu. “Há outros parlamentares aqui e convidados ilustres. Quero dar boas-vindas a todos vocês.”
Em postagem, Flávio Bolsonaro agradeceu o convite e chamou o primeiro-ministro israelense de “pessoa do bem”. “Fico grato com o convite para participar de um evento tão importante como esse, ao lado de pessoas de bem, como o primeiro-ministro de Israel, Netanyahu”, escreveu.
Outra parte coube Eduardo Bolsonaro explanar outro, com discurso do ministro da Diáspora e do Combate ao Antissemitismo de Israel, Amichai Chikli. Na fala, o ministro menciona os dois irmãos e, em seguida, deseja boa sorte a Flávio na disputa presidencial. “Nós desejamos a você, Flávio, a melhor sorte na corrida presidencial”, afirmou Chikli.

Flávio Bolsonaro apoiando a caminhada do Nicolas Ferreira
Os Bolsonaro participam da 2ª Conferência Internacional sobre o Combate ao Antissemitismo, que ocorre nesta segunda-feira, 26, e nesta terça-feira, 27, em Jerusalém.
Neste contexto, o objetivo da viagem é reforçar a pré-candidatura de Flávio à Presidência da República junto a lideranças da direita internacional e consolidar o senador como sucessor político do pai. Flávio também previa participar de um jantar de gala com Netanyahu.
Depois de visitar Israel , o senador deve passar por Bahrein e Emirados Árabes Unidos, com retorno ao Brasil previsto para fevereiro. A agenda foi organizada pelo irmão, Eduardo. O comunicador Paulo Figueiredo também participa da viagem.
Figueiredo verbalizou que o senador deve mostrar aos israelenses que a postura de um eventual governo Bolsonaro 2 com o país será o “completo oposto” da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O petista foi considerado persona non grata em Israel depois que ele comparou os bombardeios em Gaza ao Holocausto.
Já é a segunda viagem internacional de Flávio desde que anunciou a intenção de disputar o Palácio do Planalto. A primeira foi aos Estados Unidos. Como revelou a Coluna do Estadão, o senador tentou encontros com integrantes do alto escalão da Casa Branca, com quem pretendia fazer registros fotográficos para demonstrar prestígio junto ao governo de Donald Trump, mas voltou frustrado.
Por Túlio Ribeiro