Cláudio Botafogo Messias-OnLine-12-03-2018 segunda-feira

Categoria: Mais Notícias Escrito por Rubens Barroso

 NÃO FOI O MORDOMO

Nos filmes policiais sempre é o mordomo que comete o crime que em que se desenrola toda a trama. Como numa peça cinematográfica as denúncias sobre servidores fantasmas na  Prefeitura de Aracaju vêm trazendo revelações a cada depoimento e desta vez foi a irmã do ex-prefeito João Alves Filho, DEM, que tirou o seu da reta e disse que a responsabilidade era do gestor público maior, ou seja, seu irmão. A professora Marlene Calumby, ex-secretária de Governo da Prefeitura de Aracaju, quebrou o silêncio e, pela primeira vez, falou sobre as acusações do Ministério Público Estadual envolvendo contratação de servidores fantasmas pelo município de Aracaju durante a gestão do ex-prefeito João Alves Filho (DEM). Ela se declara inocente, garante que não cometeu ilegalidades e diz que, em todos os momentos, apenas cumpriu as ordens do prefeito João Alves Filho e do vice José Carlos Machado para assinar as nomeações.

“Eu era secretária. Cabia a mim cumprir as atribuições prevista em lei”, resumiu Marlene Calumby ao final dos depoimento. Ela elogiou a cordialidade da promotora de justiça que ouviu o depoimento e garantiu que prestou todos os esclarecimentos solicitados a respeito das nomeações dos servidores que exerceram cargos comissionados na Prefeitura de Aracaju naquele período, deixando claro que não há ilegalidades nas nomeações.

O advogado Aurélio Belém garante que vai comprovar a inocência da professora Marlene Calumby em todas as acusações feitas pelo MPE e revela que a então secretária de governo na PMA não exercia função de bedel para controlar o expediente dos servidores que exerciam cargos comissionados durante a gestão do ex-prefeito João Alves Filho. A fiscalização da frequência, na ótica do advogado, cabia a cada setor específico do órgão onde o servidor estava lotado.

O advogado garante que a professora prestou os esclarecimentos necessários para a investigação. “Todos os questionamentos foram respondidos e esclarecidos”, diz. “À professora Marlene Calumby cabia apenas cumprir as ordens. Ela apenas assinava os decretos de nomeações, que era a sua competência”, complemento.

O advogado garante que vai provar a inocência da acusada. “Vamos demonstrar que a professora não praticou irregularidades, ela apenas cumpria as ordens dos seus chefes: do prefeito e do vice-prefeito”, diz Belém, fazendo questão de frisar que não também não há ilegalidades nas ordens feitas pelos chefes superiores da professora no âmbito da administração da Prefeitura Aracaju. “Os cargos de comissão que existem são de livre nomeação e demissão do chefe do Executivo e não da Secretaria de Governo”, explica. “É com bastante tranquilidade que recebemos estas acusações, estamos à disposição para colaborar com a investigação”, complementa o advogado.

Se realmente existiu irregularidade, se o erário público foi lesado, tem que haver celeridade, para que o problema não caia no esquecimento e seja mais um de holofotes e nada mais. Pelo menos já sabemos que desta vez não foi o mordomo que comandou o crime.

NÃO SERÁ

A esposa do presidente da Assembleia Legislativa, Luciano Bispo, a biomédica Roseli Andrade, não irá assumir a Secretaria de Estado da Inclusão Social, com a desincompatibilização de Zézinho Sobral, que deverá disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. Ela se recusa a ir para o desgaste e perder o seu sossego, principalmente num ano eleitoral.

EMPOLGADO

O senador Antônio Carlos Valadares, PSB, está empolgado com resultados de pesquisas que apontam ele como um forte nome para disputar o Governo de Sergipe.

DECOLA

Valadares se alegra a cada resultado de pesquisa que mostra que o advogado e vice-governador Belivaldo Chagas, MDB, ainda não “decolou” perante o eleitorado. Chagas é o candidato do governador Jackson Barreto de Lima, MDB, para sucedê-lo.

TURNO

Alguns políticos acham que Belivaldo Chagas não tem chance de passar para o segundo turno. Isso faz com que o senador Eduardo Amorim, PSDB, se ache, já, dono do Estado. Cuidado que o povo é ingrato.

FALIDÃO

No caso de conseguir se eleger, Belivaldo terá que administrar um Estado falido, desacreditado e com inúmeros problemas na saúde, educação e, principalmente segurança pública. Caso Jackson Barreto realmente deixe o Governo, Belivaldo herdará um baita de um problema.

PANCADEIRO

Alguns acham que Belivaldo vai se arrebentar. Por isso, alguns políticos querem que Jackson Barreto fique no Governo. Almeida Lima recorda que o senador Antônio Carlos Valadares, quando governador de Sergipe, mandou a Polícia Militar espancar os professores que faziam uma manifestação na Praça Fausto Cardoso, onde fica o Palácio Olímpio Campos. Recordar é viver, principalmente quando é para arrombar com o adversário.

O deputado federal Fábio Mitidieri (PSD) disse que ouviu do governador Jackson Barreto (MDB) que mantém a disposição de disputar a eleição, este ano, para o Senado.

DEBANDADA

Quanto a possibilidade de Jackson não se afastar do Governo, para garantir a eleição de Belivaldo Chagas, Fábio Mitidieri comentou que isso pode comprometer a candidatura de Belivaldo Chagas (MDB) e provocar “uma debandada de aliados”.

NOVA EQUIPE

Fábio Mitidieri defende o afastamento do governador e que “todos os secretários devem entregar os cargos para que Belivaldo possa montar sua equipe, do seu jeito”.

REPASSE

O deputado estadual Georgeo Passos (PTC) esteve na sede do Ministério Público de Sergipe (MP), participando de uma audiência com o Secretário de Estado da Fazenda, Josué Passos Subrinho e com os representantes do MP. O encontro debateu mais uma vez o repasse do ICMS que o Governo do Estado tem que fazer para os municípios sergipanos e que não vem acontecendo da maneira correta desde o ano de 2014.

IRREGULARIDADES

As discussões concentraram-se em torno das irregularidades encontradas no montante destinado às prefeituras. Segundo uma denúncia feita pelo deputado Georgeo Passos, o valor repassado não corresponde aos 25% garantidos por Lei aos municípios causando um prejuízo social a estes municípios.

ILEGALIDADE

Após a análise dos dados apresentados, os participantes da audiência puderam comprovar a ilegalidade no repasse realizado pelo Estado. Ficou detectado que a diferença entre o valor correto e o que foi pago é de mais de R$ 50 milhões.  Para Georgeo, o prejuízo causado é incalculável. A saúde e a educação destas cidades deixaram de receber investimentos por causa desta irregularidade. “Em um momento como esse, em que a crise financeira dificulta a gestão das cidades do interior, estes milhões em recursos certamente seriam utilizados para aliviar as finanças dos municípios e revertido em melhorias na saúde e educação”, explicou o deputado.

REPASSARÁ

O Governo do Estado, através da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), se comprometeu a devolver, já a partir deste mês de março, uma parte do valor devido. Georgeo comemorou o reconhecimento do Estado e disse que vai continuar acompanhando o andamento desta questão.claudio