Ricardo Marques diz que é irreversível voltar ao grupo da prefeita Emília Corrêa

José Raimundo
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A novela entre a prefeita Emília Corrêa e o seu vice-Ricardo Marques continua. Hoje (28/1) em uma entrevista a uma rádio do interior de Sergipe, Ricardo disse que voltar ao agrupamento da Emília é irreversível. Lembrou que foi humilhado, escanteado e o povo pediu para que ele tome uma decisão. “Estou conversando com todos e, entre eles, o deputado federal Rodrigo Valadares e o governador Fábio Mitidieri”, conta o vice-prefeito, acrescentando que o rompimento “veio de lá”.

Em meio a tudo isso, até agora, a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa não se pronunciou. A gestora já foi procurada por jornalistas e ela se nega a falar sobre o assunto.  Ricardo Marques volta a dizer que o momento de falar chegou. “Passei esse tempo todo calado, porém, chegou a minha vez”, esclarece.

Saiu na imprensa que a prefeita de Aracaju tenha ligado para Ricardo Marques após uma entrevista. O vice-prefeito falou que não é verdade: “ninguém ligou para mim”, confirma. Ele acrescentou que jamais foi procurado por alguém ligado ao grupo. “Apenas um membro do grupo sempre manda mensagem pedindo a minha volta”.

CONTRA

Perguntado se Ricardo arriscaria falar as falhas da administração da Emília Corrêa, o jornalista responde que não é hora de falar mal da prefeita, porém, vai chegar o momento que deve acontecer isso, é natura. “Vou seguir minha história”, disse. Por insistência do âncora da rádio, Marques falou apenas que é contra a OS nos postos de saúde. “Sou a favor de concursos públicos”, atesta.

O vice-prefeito falou que até o final de fevereiro deste ano, vai avisar aos seus leitores sobre a sua decisão e qual grupo vai participar. “Ninguém é candidato sozinho. Precisamos de grupo pata tal ato”, esclarece Ricardo Marques.

Na verdade, o cenário político aponta para “tudo é possível”. Tem adversário hoje que amanhã é aliado. Então, Ricardo afirmar que é irreversível voltar ao grupo da Emília, é perigoso e pode pagar a sua língua. Na política, não existe sim para sempre e não para sempre. Vai de acordo com a necessidade de cada um e, o poder fala mais alto de qualquer divergência.

Por Raimundo Feitosa, diretor de jornalismo da Gazeta Hoje

 

 

 

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