O mercado de energia solar fotovoltaica deve enfrentar um novo cenário de preços ao longo dos próximos meses. A retirada dos incentivos de reembolso de VAT (Imposto sobre Valor Agregado) pelo governo chinês já começa a provocar efeitos diretos na cadeia global de fornecimento de módulos fotovoltaicos.
Na origem, os custos dos módulos na China registraram uma elevação superior a 30%. Esse aumento, ao passar pelos processos de importação, logística, tributação e distribuição, tende a se traduzir em um reajuste médio gradual de até 15% no valor final dos sistemas geradores fotovoltaicos comercializados no Brasil.
A China ocupa posição estratégica na produção mundial de módulos solares, o que faz com que decisões internas do país tenham reflexos imediatos nos mercados internacionais. No caso brasileiro, o impacto não ocorre de forma abrupta, mas progressiva, permitindo certa previsibilidade para empresas integradoras, investidores e consumidores finais.
Especialistas do setor avaliam que a transparência nesse momento é fundamental. O compartilhamento antecipado dessas informações permite que empresas e consumidores se planejem, antecipem investimentos quando possível e reduzam riscos associados a oscilações inesperadas de preços.
Apesar do reajuste, o segmento de energia solar segue apresentando fundamentos sólidos. A fonte permanece competitiva, sustentável e estratégica para a redução de custos energéticos no médio e longo prazo, além de contribuir para a transição energética e a segurança do sistema elétrico nacional.
O momento exige atenção e planejamento, mas não compromete a atratividade da energia fotovoltaica, que continua sendo uma das principais alternativas para quem busca eficiência, previsibilidade e sustentabilidade no consumo de energia.
Isaque Santos
CEO Soeco