Polêmico, o petista que apoia governador Carlos Castro (PL-RJ) foi categórico sobre Fernando Haddad, com reprovação pela quantidade de impostos que implementou na gestão Lula da Silva, orientou abster-se de candidatura. Washington Quaquá, prefeito de Maricá (RJ) e vice-presidente nacional do PT, defendeu que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não concorra nas eleições de 2026. “Agora, é hora de preservá-lo para 2030. Vamos ganhar agora com Lula e temos que organizar o futuro já”, justificou Quaquá, em entrevista concedida ao portal Metrópoles nesta sexta-feira (30). Ele teria se reunido com o colega de partido no dia anterior.
Quaquá é o mais direitista dos petistas, mas gosta de gastar com royaltes do petróleo que seu município recebe. A proposta entra em acordo com Haddad e desacordo com o PT: o ministro diz que não quer sair candidato, mas o partido tenta convencê-lo a ser concorrer a governador de São Paulo. As pesquisas mostram o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com ampla vantagem na disputa pela reeleição.
Nesta lógica abordada por Quaquá é que Haddad seja o sucessor do presidente Lula (PT) nas eleições de 2030, como issso fosse uma garantia. Lula terá 85 anos e, caso seja reeleito, não poderá disputar um terceiro mandato consecutivo. O ex-prefeito de São Paulo já disputou a Presidência em 2018, mas foi derrotado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Se o PT tivesse juízo, o preservava e o colocava como coordenador-geral do programa de governo e da campanha Lula, organizando um projeto longo de desenvolvimento para o país, um plano de metas de 30 anos”, complementou Quaquá.
Autor da frase que ninguém enfrenta bandido com ‘beijinhos’, ele apoiou a operação na Maré. É recorrente que vice-presidente da legenda tem gerado polêmica ao bater de frente com o partido em assuntos sensíveis. Em meio à repercussão da Operação Contenção, que combateu o avanço do Comando Vermelho pelas comunidades cariocas, o PT criticou o alto número de mortes. O prefeito de Maricá, no entanto, opinou que a ação policial “só matou otário” e que “ninguém enfrenta fuzil com beijinhos.”
Segundo declaração do ex-prefeito Haddad, ele afirma que deve deixar o cargo de ministro, mas para focar na coordenação da campanha de Lula. A saída está prevista para fevereiro. haddad é o primeiro prefeito de são paulo que perdeu uma reeleição, e deu a maior derrota da legenda na capital paulista. falta capilaridade ao advogado.
Por Túlio Ribeiro