A ligação entre o Credcesta e o PT Bahia é objeto de denúncias e investigações, apontando uma estreita relação entre os governos do PT na Bahia e a estruturação do cartão de crédito consignado, que se expandiu através do Banco Master.

A escalada da investigação entre o PT da Bahia está no apoio governamental para a expansão da operação do Master. Neste contexto, os acordos para o Credcesta atuar com desconto direto na folha de pagamento dos servidores públicos baianos foram firmados durante as gestões do PT na Bahia (iniciadas por Jaques Wagner e continuadas por Rui Costa e Jerônimo Rodrigues). Denúncias apontam que o governo de Rui Costa teria assinado decretos que criaram um cenário de exclusividade ou facilidades para o Credcesta sem licitação, transformando o contracheque dos servidores em base para o Banco Master.
Reforçando a abordagem, o “Elo” Augusto Lima (Guga Lima): O empresário baiano Augusto Lima é apontado como figura central, atuando como elo entre o Banco Master e a cúpula do PT na Bahia. Ele comprou o Credcesta e posteriormente repassou parte dele ao Banco Master, conforme investigações. O Credcesta e o Banco Master são acusados em ações judiciais de aplicar um “sistema predatório de crédito” que lesou servidores públicos, com alegações de fraudes em empréstimos consignados. Após a liquidação do Banco Master pelo Banco Central (final de 2025/início de 2026), a operação do Credcesta, inclusive na Bahia, começou a ser operada por outras instituições, como o banco BTG Pactual, através da holding PKL One Participações S.A.. Assim por tudo que se apresenta,a situação tem gerado pedidos de CPI na Bahia para investigar os cooptadores e cooptados no estado.
Augusto Ferreira Lima, preso na operação Compliance Zero da PF (Polícia Federal) em 18 de novembro do ano passado , tem sua origem empresarial em uma privatização de 2018 na Bahia. Foi realizada pelo então governador Rui Costa (PT), atual ministro-chefe da Casa Civil do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Economista, Lima comprou em 2018 a Ebal (Empresa Baiana de Alimentos), do governo estadual. O negócio incluiu a rede supermercados Cesta do Povo e um cartão de pagamentos, o Credicesta. Ele pagou R$ 15 milhões no leilão e ficou com as dívidas da Ebal. Havia sido a 3ª tentativa de privatização realizada por Costa.
Dando vez ao contraditório, mesmo que pareça mais uma convicção partidária e parcial, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), avaliou que as suspeitas de uma ligação entre o PT na Bahia e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, não devem interferir na imagem da sigla, uma vez que ” as pessoas não têm nem noção de quem é Vorcaro.” A declaração ocorreu em entrevista ao portal Metrópoles divulgada nesta sexta-feira (6).
“Isso acontece no ambiente da política. Se você percorrer qualquer município baiano, qualquer um, as pessoas não têm nem noção de quem é Vorcaro. Eu, por exemplo, não tenho contato, nunca tive”, disse Jerônimo.
Antes da delação de Vorcaro, o senador e ex-governador do estado Jaques Wagner (PT-BA) negou que houvesse financiamento estadual nas operações da empresa: “Em relação a nós aqui, eu estou fora dessa confusão. Pergunta se tem algum dinheiro do governo da Bahia aplicado no Banco Master, como tem do Rio de Janeiro, do Amapá e de Brasília. Não tem uma banda de conto nossa.”
Mal avaliado com rejeição que supera 50% , o professor que tem desempenho fraco até na educação , alcança péssima atuação no tema da segurança, hoje a Bahia é a segunda maior força do Comando Vermelho no país. O petista deve disputar a reeleição ao governo baiano, em uma disputa que pode levá-lo ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), ao segundo turno, pesquisas apontam o ex-prefeito com larga vantagem. O estado é governado pelo PT desde 2007, com Jaques Wagner e, antes de Jerônimo, passou pelas mãos do atual ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa.
“O que houve na Bahia foi a venda, se é possível ligar esse tema. No campo pessoal, se houver amizade com alguém, trata-se de uma relação entre pessoas. Eu falo enquanto instituição”, afirmou, sobre a ligação do estado com o empresário Guga Lima.
Apontado pelo Planalto como a maior fraude bancária da história do Brasil, a fraude do Master envolveu a fabricação de Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) sem valor real. Somando a liquidação da instituição à do Will Bank, o valor que terá de ser arcado pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ultrapassa os R$ 47 bilhões. Esta história ainda está longe de ser totalmente apurada, o que a provável CPMI do caso pode fragilizar ainda mais o governo nacional, principalmente o PT baiano e sua ligação umbilical com o Master. A corrupção como a segurança pública devem ser temas cruciais nas eleições deste ano, e toda esta narrativa contradiz o PT.
Por Túlio Ribeiro