O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) comentou nesta quarta-feira (26) o estabelecimento de um prazo para explicações sobre o uso do seu celular em visita a Bolsonaro. Segundo o parlamentar, o aparelho “não foi usado para comunicação externa”. Ele ainda disse que bandidos comandam organizações da penitenciária e não recebem nenhuma intimação do Supremo.
“Criminosos usam celular na cadeia para comandar facções inteiras e ninguém da Suprema Corte dá 24h para explicar nada. Não é justiça, é teatro para intimidar”, escreveu em sua conta no X, em publicação com a notícia sobre o caso.
A visita ocorreu um dia antes da decretação de prisão preventiva contra o ex-presidente, após convocação de vigília por parte do filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e o dano à tornozeleira eletrônica com um ferro de solda.
No documento encaminhado aos advogados, Moraes afirma que “foi noticiado que, durante a visita autorizada, o réu e o visitante foram vistos conversando enquanto o deputado usava o celular”.
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) utilizou uma reportagem de TV que registrou as imagens para oferecer uma notícia-crime contra Nikolas ao Supremo. Ela pediu a apreensão do aparelho para apurar supostas incitações do parlamentar a um alegado plano de fuga que serviu de justificativa à prisão de Bolsonaro pelo STF.
Por Hermano Freitas (Gazeta do Povo)